Ataques iranianos deixam 3 mortos e 58 feridos nos Emirados Árabes Unidos
Ministério da Defesa do país afirmou que foram interceptados 165 mísseis e mais de 500 drones; ofensiva amplia risco de guerra regional


SBT News
Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos após ataques retaliatórios do Irã, informou neste domingo (1º) o Ministério da Defesa do país. As vítimas eram cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh. Ao menos outras 58 pessoas ficaram feridas, com lesões leves.
Segundo o comunicado oficial divulgado no X, a ofensiva iraniana começou no sábado (28) e envolveu mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e centenas de drones. Parte dos artefatos foi interceptada pelas forças aéreas e pelos sistemas de defesa antimísseis, mas alguns conseguiram ultrapassar as barreiras e atingir áreas civis.
De acordo com o balanço divulgado, 165 mísseis balísticos foram detectados desde o início do ataque. Desses, 152 foram destruídos e 13 caíram no mar. Também foram identificados dois mísseis de cruzeiro, ambos interceptados.
No caso dos drones, 541 foram detectados. As defesas conseguiram abater 506, enquanto 35 caíram dentro do território emiradense. Só no segundo dia da ofensiva, as forças de defesa destruíram 20 mísseis balísticos, dois mísseis de cruzeiro e 311 drones. Ainda assim, 21 drones atingiram alvos civis.
O ministério informou que a queda de destroços em diferentes regiões provocou danos materiais de leve a moderada intensidade em propriedades civis. Entre os feridos há cidadãos dos Emirados, além de egípcios, etíopes, filipinos, paquistaneses, iranianos, indianos, bangladeshianos, cingaleses, azerbaijanos, iemenitas, ugandenses, eritreus, libaneses e afegãos.
As autoridades reforçaram que o país está “plenamente preparado” para responder a novas ameaças e que a segurança de cidadãos, residentes e visitantes não será comprometida.
Escala do conflito no Oriente Médio
A ofensiva iraniana ocorre após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, confirmada no sábado (28). Ele foi atingido durante um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra alvos em Teerã, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a morte como uma “declaração de guerra” e prometeu vingança, com responsabilização dos envolvidos.
O bombardeio que matou Khamenei deixou mais de 200 mortos no Irã e ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear. A sequência de ataques marca uma das fases mais graves de tensão na região nos últimos anos e eleva o risco de um conflito de maior escala no Oriente Médio.









