Colômbia vai às urnas em eleição decisiva neste domingo
Mais de 41 milhões de eleitores estão aptos a votar; disputa deve ser decidida entre candidatos da esquerda e da direita

Os colombianos vão às urnas neste domingo (31) para escolher o próximo presidente do país em uma eleição considerada estratégica para a América Latina.
Ao todo, 11 candidatos disputam o cargo, mas as pesquisas indicam que a corrida deve ser definida entre representantes da esquerda e da direita em um provável segundo turno.
O senador Iván Cepeda, candidato apoiado pelo partido do presidente Gustavo Petro, aparece na liderança das intenções de voto. Caso seja eleito, ele representará a continuidade do projeto político do atual governo colombiano.
Na segunda posição está o advogado Abelardo de la Espriella, nome identificado com a direita. Conhecido pelo apelido de "Tigre", o candidato já manifestou admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e recebeu apoio público do senador Flávio Bolsonaro.
Quem pode surpreender na disputa?
Além dos dois candidatos mais bem posicionados, a senadora Paloma Valencia, de centro-direita, também aparece com chances de avançar para o segundo turno. Ela surge próxima de De la Espriella nos levantamentos mais recentes e pode alterar o cenário da disputa.
O vencedor da eleição terá pela frente uma série de desafios econômicos e sociais. Entre eles estão a estabilização das contas públicas, a redução da pobreza, o combate à violência ligada ao conflito interno e o fortalecimento de programas sociais.
A Colômbia é a quarta maior economia da América do Sul e enfrenta pressão internacional para intensificar o combate ao narcotráfico. O tema ganhou ainda mais relevância após facções criminosas do país serem incluídas em listas de organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Segundo as autoridades eleitorais, mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a participar da votação. As urnas abrem às 8h no horário local (10h em Brasília) e permanecem abertas por oito horas.
O resultado da eleição é acompanhado de perto por governos da região, já que a Colômbia desempenha papel importante nos debates sobre segurança, economia e integração latino-americana.















