Estudo liga álcool ou drogas a 53% das mortes violentas
Pesquisa da USP analisou vítimas em quatro capitais e identificou maior presença de substâncias
SBT News
Imagem: wavebreakmedia_micro/Magnific
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de álcool ou drogas em 53% das vítimas de mortes violentas analisadas em quatro capitais brasileiras. A pesquisa avaliou 3.577 casos em Belém, Recife, Vitória e Curitiba, com coletas feitas entre 2022 e meados de 2024.
As amostras foram obtidas durante necrópsias e analisadas em laboratório para detectar álcool, drogas ilícitas e medicamentos psicoativos. Segundo os pesquisadores, o objetivo foi criar uma base padronizada para comparar a relação entre substâncias e mortes por causas externas no país.
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O perfil das vítimas mostra que 90% eram homens, 56% tinham 30 anos ou mais e 67% morreram por homicídio. Os demais casos incluíram acidentes de trânsito, que representaram 15% do total, e suicídios, com 9%.
Entre as substâncias encontradas, a cocaína apareceu em 30% das vítimas, seguida por álcool, em 28%, benzodiazepínicos, em 7%, e cannabis, em 2%. A cocaína teve maior presença em homicídios, enquanto o álcool apareceu com mais frequência em mortes no trânsito e os benzodiazepínicos foram mais associados a casos de suicídio.
Os autores ressaltam que o estudo não permite afirmar que o consumo dessas substâncias causou diretamente as mortes. A análise, porém, aponta sinais de risco e ajuda a identificar padrões diferentes de violência, comportamento e vulnerabilidade em cada tipo de ocorrência.
A pesquisa também mostrou diferenças regionais entre as capitais analisadas. Em Recife, houve maior presença de mortes associadas ao álcool; em Vitória e Belém, predominaram casos ligados a drogas ilegais; e, em Curitiba, o álcool apareceu em proporção superior à das drogas ilícitas.
Estudo liga álcool ou drogas a 53% das mortes violentasPesquisa da USP analisou vítimas em quatro capitais e identificou maior presença de substânciasBrasil2026-05-30T22:59:12.315ZUm estudo da Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de álcool ou drogas em 53% das vítimas de mortes violentas analisadas em quatro capitais brasileiras. A pesquisa avaliou 3.577 casos em Belém, Recife, Vitória e Curitiba, com coletas feitas entre 2022 e meados de 2024. As amostras foram obtidas durante necrópsias e analisadas em laboratório para detectar álcool, drogas ilícitas e medicamentos psicoativos. Segundo os pesquisadores, o objetivo foi criar uma base padronizada para comparar a relação entre substâncias e mortes por causas externas no país. O perfil das vítimas mostra que 90% eram homens, 56% tinham 30 anos ou mais e 67% morreram por homicídio. Os demais casos incluíram acidentes de trânsito, que representaram 15% do total, e suicídios, com 9%. Entre as substâncias encontradas, a cocaína apareceu em 30% das vítimas, seguida por álcool, em 28%, benzodiazepínicos, em 7%, e cannabis, em 2%. A cocaína teve maior presença em homicídios, enquanto o álcool apareceu com mais frequência em mortes no trânsito e os benzodiazepínicos foram mais associados a casos de suicídio. Os autores ressaltam que o estudo não permite afirmar que o consumo dessas substâncias causou diretamente as mortes. A análise, porém, aponta sinais de risco e ajuda a identificar padrões diferentes de violência, comportamento e vulnerabilidade em cada tipo de ocorrência. A pesquisa também mostrou diferenças regionais entre as capitais analisadas. Em Recife, houve maior presença de mortes associadas ao álcool; em Vitória e Belém, predominaram casos ligados a drogas ilegais; e, em Curitiba, o álcool apareceu em proporção superior à das drogas ilícitas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/estudo-liga-substancias-a-53-das-mortes-violentas
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