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EUA afirmam que 3 militares foram mortos durante operação no Irã

Combates também deixaram cinco soldados gravemente feridos, enquanto outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões

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Camila Stucaluc
01/03/2026, 15:27 • Atualizado em 02/03/2026, 14:49
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Marinha dos EUA durante Operação Fúria Épica | Divulgação

Marinha dos EUA durante Operação Fúria Épica | Divulgação

Três militares norte-americanos foram mortos durante a operação militar dos Estados Unidos contra o Irã — apelidada de Epic Fury. A informação foi divulgada neste domingo (1º) pelo Comando Central do país, que também contabilizou cinco militares gravemente feridos após combates.

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“Vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões — e estão em processo de retorno ao serviço. Grandes operações de combate continuam e nosso esforço de resposta continua. A situação é instável, então, por respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo as identidades dos nossos guerreiros caídos”, disse o comando.

Mais cedo, o grupo afirmou ter afundado uma corveta iraniana (pequena embarcação de guerra) da classe Jamaran no Golfo de Omã, no cais de Chah Bahar. Os militares também negaram as afirmações da Guarda Revolucionária do Irã de que um navio da Marinha norte-americana e o porta-aviões USS Abraham Lincoln haviam sido atingidos por mísseis.

“O regime iraniano teve sua chance, mas se recusou a fazer um acordo — e agora está sofrendo as consequências. Por quase 50 anos, o Irã tem matado americanos, sempre buscando as armas mais poderosas do mundo para avançar sua causa radical. Não toleraremos mísseis poderosos mirando o povo americano”, disse o Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.

O que está acontecendo no Irã?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (18). O bombardeio, que deixou mais de 200 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Na última quinta-feira (26), representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, que deixaram mais de 200 mortos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

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