Ações da Petrobras e PRIO disparam no Ibovespa com conflitos no Irã
Petrolíferas são destaque de alta em abertura negativa para o índice de referência do mercado acionário brasileiro


Exame.com
As petrolíferas impedem que o Ibovespa amplie perdas nos negócios desta segunda-feira (2). O mercado acionário no Brasil também reage negativamente aos conflitos no Oriente Médio que começaram com ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel ao Irã e se disseminaram pela região.
As produtoras e exportadoras de petróleo são uma exceção, dado que o preço internacional da matéria-prima dispara em meio à situação de guerra. Tanto o barril do WTI (petróleo americano) quanto do Brent (produzido na Europa) são negociados próximo dos US$ 80 — chegaram a operar nesse patamar nas máximas, quando os preços subiram mais de 10%.
As ações da PRIO (PRIO3) registram os ganhos mais expressivos. Às 10h20 (horário de Brasília), os papéis da junior oil subiam 4,46%, a R$ 56,92. Em seguida, vinha Brava Energia (BRAV3) subindo 3,76%. Os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras (PETR4;PETR3) abriram em alta de mais de 5%, porém reduziam os ganhos e avançavam cerca de 3% cada um. PetroReconcavo tinha alta de 1,95%.
A Petrobras é a segunda maior empresa de peso na carteira do Ibovespa e a alta impede uma maior desvalorização do Ibovespa nesta manhã. A companhia se beneficia de um petróleo mais caro no mercado internacional, porém ela é também uma importadora de combustível refinado.
"Se o preço do petróleo explode, a gasolina importada sobe, mas o petróleo que exportamos sobe também", explica o economista André Perfeito, do Garantia Capital. "Essa situação singular da nossa história, que finalmente atingiu a autossuficiência, pelo menos comercial, do petróleo, muda tudo. O fluxo do Brasil com o mundo mudou."
Mas uma alta no preço do petróleo nem sempre jogou a favor da companhia, lembra William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. "A Petrobras tem uma política de preço que não necessariamente repassa esses preços, ainda mais em um ano eleitoral. Em outros momentos, elevação de preço de petróleo já foi ruim para a empresa."









