PL Antifacção: governo ajustou rota olhando para consequências eleitorais
Ônus de ser contra matéria poderia pesar ainda mais na opinião pública

Aliados do presidente Lula fizeram uma correção de rota política ao definirem uma posição favorável a trechos polêmicos do projeto de lei antifacção, propostos pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP). Ser contra a matéria, em votação final na Câmara dos Deputados, poderia levar o governo à pecha de “defensor de bandidos”, nas palavras de um líder governista.
Lideranças do PT e da base do governo pontuaram que a proposta original era do Planalto e do Ministério da Justiça, e Lula não poderia perder protagonismo da pauta, mesmo diante de artigos problemáticos. “Seria jogar o bebê fora com a água suja do banho”, mencionou outro líder.
Além disso, os deputados ainda lembraram que o presidente ainda pode vetar pontos dos quais discorda.
Entre os pontos mantidos por Derrite na versão final, estão: a criação de um novo tipo penal, do “domínio social estruturado”, que criminaliza o controle territorial; fim do auxílio-reclusão e direito a voto aos presos faccionados; divisão de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, igualmente entre participantes da operação, seja polícias locais ou federais.
O discurso oficial do governo, porém, afirma que o resultado da proposta atendeu a pedidos do Planalto.
“O projeto foi bastante melhorado, fizemos um amplo entendimento. Fizemos uma construção coletiva”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).



























































