Aliados de Alcolumbre admitem aumento de pressão por CPMI do Master após operação da PF
Senadores próximos ao presidente, no entanto, minimizam operação que atingiu indicado do presidente no Amapá

Lideranças partidárias próximas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliam que a operação da Polícia Federal que atingiu um de seus indicados na Amapá Previdência, Jocildo Silva Lemos, terá pouco impacto sobre a imagem do senador. Os aliados pontuam que a investigação apenas colheu documentos e provas, sem realizar prisões ou indicar crimes cometidos, destacando que é necessário aguardar a conclusão das apurações.
Eles pontuam que já era de conhecimento público que a aplicação de parte dos recursos para aposentadorias do estado do Amapá havia sido aplicado no Banco Master, assim como houve investimentos feitos pela Rio Previdência. Além de não haver novidades na operação desta sexta-feira (6), de acordo com os senadores, o caso se soma a uma lista de entes federativos que também escolheram o banco para ampliar as arrecadações previdenciárias.
Líderes no Senado, porém, destacam que a pressão para abertura de uma CPMI do Master, em sessão do Congresso Nacional, tem se tornado casa vez maior e que fica insustentável para Alcolumbre evitar que a investigação ocorra. Isso se amplia com um possível envolvimento de aliados do presidente, já que Alcolumbre não pode demonstrar comprometimento com as partes denunciadas.
O pedido de CPMI para investigação do Master por senadores e deputados já tem o número de assinaturas suficiente, basta que o documento de instalação do colegiado seja aceito e lido por Alcolumbre em plenário de sessão conjunta.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta, uma operação no Amapá para investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual. A decisão é da Justiça Federal do Amapá. Os valores são administrados pela Amapá Previdência. A investigação está em cima de aportes de R$ 400 milhões.
A Amapá Previdência se manifestou em nota, afirmando que "se sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida".

















































