Política

Lula volta a provocar Bolsonaro em ato na Bahia: “Não coloco tornozeleira porque não sou pombo-correio”

Petista citou possibilidade de pedir domiciliar quando esteve preso em Curitiba; defesa de Bolsonaro pressiona por cumprir pena em casa

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Victor Schneider
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a alfinetar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante ato em Salvador (BA) nesta sexta-feira (6) ao falar sobre o período em que esteve detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR).

Segundo o petista, ele se recusou a solicitar prisão domiciliar – como tem pedido a defesa de Bolsonaro, detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília –, por uma questão de “dignidade”.

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“Quando fui preso, queriam que eu fizesse um acordo para ir para casa ficar de tornozeleira. Eu disse: ‘Não vou fazer acordo. Eu não troco a minha dignidade pela minha liberdade’. Eu não coloco tornozeleira por que eu não sou pombo-correio, e minha casa não é prisão", afirmou Lula.

Não é a primeira vez que o petista provoca a situação do adversário político e faz um paralelo do equipamento que monitora presos à distância com um pombo-correio. Lula fez declarações semelhantes ao longo do último ano, e costuma lembrar da situação ao citar o encarceramento de Bolsonaro.

Um laudo divulgado pela perícia da Polícia Federal (PF) também nesta sexta concluiu que a situação de saúde de Bolsonaro na Papudinha, espaço reservado em que o ex-presidente está detido, não exige cuidados em nível hospitalar.

Na avaliação dos médicos da Polícia Federal, Bolsonaro pode permanecer no local mediante a otimização de procedimentos para o cuidado de saúde do ex-presidente. A decisão frustra os requerimentos da defesa, que pedem a transferência de Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar.

Evento

Lula participou da entrega de equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), em Salvador (BA), dentro do Novo PAC Saúde. A cerimônia contou com a entrega de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), equipamentos para unidades de saúde e novos investimentos para a área na Bahia, totalizando R$ 345 milhões.

Estiveram presentes figuras como os ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Saúde, Alexandre Padilha; e da Gestão, Esther Dweck. Também o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e os senadores Jaques Wagner (PT), líder do Governo, e Otto Alencar (PSD).

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