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Trump remove vídeo racista que retratava Barack e Michelle Obama como macacos

“Funcionário cometeu um erro ao fazer a postagem”, disse uma autoridade da Casa Branca

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O vídeo compartilhado na conta de Donald Trump em rede social, que retratava o ex-presidente democrata Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos, foi excluído nesta sexta-feira (6), após acusações de racismo.

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“Um funcionário da Casa Branca cometeu um erro ao fazer a postagem”, disse uma autoridade da Casa Branca, que preferiu não ser identificada. “(A postagem) foi removida.”

A declaração foi feita horas depois que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu como “indignação falsa” uma onda de reações negativas ao vídeo, incluindo de vários parlamentares republicanos proeminentes.

Na noite de quinta-feira (5), Trump compartilhou um vídeo com falsas alegações de que sua derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude. Inserido no vídeo estava um clipe aparentemente gerado por IA de primatas dançando com as cabeças dos Obamas sobrepostas.

A postagem na rede social Truth Social de Trump gerou críticas imediatas de figuras políticas proeminentes, incluindo o senador republicano Tim Scott, um aliado de Trump que é negro.

“Rezando para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”, disse Scott no X. “O presidente deveria removê-lo.”

O deputado republicano Mike Lawler, de Nova York, estava entre várias outras figuras políticas proeminentes que disseram que Trump deveria se desculpar e excluir a postagem.

Antes da postagem ser excluída, Leavitt disse que era “de um vídeo meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens do Rei Leão”. O clipe de Trump incluía uma música desse musical.

Um porta-voz dos Obamas não quis comentar.

Há séculos, os supremacistas brancos retratam pessoas de ascendência africana como macacos, como parte de campanhas para desumanizar e dominar as populações negras.

“Que assombre Trump e seus seguidores racistas o fato de que os futuros norte-americanos abraçarão os Obamas como figuras amadas, enquanto estudam Trump como uma mancha em nossa história”, disse Ben Rhodes, ex-assessor de Obama, no X.

Trump tem um histórico de compartilhar retórica racista e há muito promove a falsa teoria da conspiração de que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos.

Em dezembro, Trump descreveu os somalis como “lixo” que deveriam ser expulsos do país. Ele se referiu a esse e a outros países em desenvolvimento como “países de merda”. Ele também foi criticado no ano passado por retratar o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, que é negro, com um bigode superposto e um sombrero.

Ativistas dos direitos civis afirmam que a retórica de Trump se tornou cada vez mais ousada, normalizada e politicamente aceitável.

“O vídeo de Donald Trump é descaradamente racista, repugnante e totalmente desprezível”, disse Derrick Johnson, presidente nacional da NAACP, um grupo de direitos civis, em uma declaração por email. “Os eleitores estão observando e vão se lembrar disso nas urnas.”

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