Tarcísio espera candidatura de Flávio se consolidar e deve aguardar até março para "mergulhar" na campanha
Aliados do governador defendem cautela e temem que filho do ex-presidente fique isolado na disputa

Interlocutores do governador Tarcísio de Freitas afirmam que ele está cauteloso e prefere esperar a candidatura de Flávio Bolsonaro se consolidar antes de declarar apoio oficialmente e mergulhar em campanha pelo senador. Aliados do governador destacam que Flávio precisa fazer a própria construção política, angariar apoio de partidos de centro, antes de cobrar Tarcísio por um posicionamento mais intenso. A previsão é que o cenário eleitoral comece a clarear a partir de março, quando o governador estará mais à vontade para assumir uma posição.
Os integrantes do governo paulista pontuam que a mesma reserva com a candidatura de Flávio vem sendo adotada pelos partidos de centro, como PP, União e Republicanos, que não se posicionaram. Aliados de Tarcísio ressaltam que dificilmente Flávio repetiria o fenômeno do pai, de conseguir se eleger sem apoio de outras legendas, como ocorreu em 2018. Na época, Bolsonaro disputou pelo PSL e ganhou sem estar coligado com outros partidos.
Para um dos aliados mais próximos do governador, que preferiu não se identificar, Jair Bolsonaro ainda pode mudar de ideia em relação à pré-candidatura do filho. Ele destaca que Flávio tem grandes chances de perder contra Lula, com rejeição alta e acusações de ter desviado verba pública enquanto era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Um sinal destacado, de possível mudança de ideia de Bolsonaro é que o PL ainda não indicou um substituto para disputar o Senado pelo Rio, no lugar de Flávio.
Flávio Bolsonaro, no entanto, afirma que já tem apoio de Tarcísio.
"Ele já declarou apoio a mim, mais de uma vez", disse ao SBT News.
Tarcísio de Freitas ainda tem críticas ao principal conselheiro de Flávio Bolsonaro, Filipe Sabará. Enquanto era secretário-executivo de Desenvolvimento Social, ele chegou a divulgar um plano de enviar pessoas em situação de rua para trabalhar em plantações do interior. A ideia sequer tinha aval do chefe da pasta, muito menos do governador. Sabará seguiu para o Fundo Social do estado, onde não durou muito.
Sabará nega a demissão e disse que a saída foi em comum acordo.
"Tenho amizade com Tarcísio.Estive no Palácio dos Bandeirantes (nesta segunda-feira) por 3 horas, disse ao governador que a base bolsonarista está cobrando e vendo isso (demora no apoio) como possível traição. Tive um encontro com pelo menos 10 bancos e fundos (de investimentos), todos estão se perguntando sobre o apoio. Se ele der o apoio, todos se acalmam", afirmou Filipe Sabará ao SBT News.





























