Gilmar Mendes defende indicação de Jorge Messias ao STF: “currículo qualificado”
Decano da Suprema Corte rebate críticas ao nome do advogado-geral da União; indicação ainda depende de aprovação do Senado

Warley Júnior
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa da indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte. Em publicação nas redes sociais neste domingo (13), o decano rebateu críticas e destacou a trajetória do atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).
“Nos últimos dias, setores da imprensa têm lançado críticas vazias e apressadas ao nome escolhido pelo Presidente da República para a vaga aberta no STF. São leituras rasas que ignoram o currículo qualificado do atual Advogado-Geral da União, marcado por vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica”, escreveu Mendes.
O ministro também ressaltou a atuação de Messias no serviço público e à frente da AGU.
“Ao longo de sua trajetória no serviço público, Jorge Messias exerceu funções de elevada responsabilidade, destacando-se sempre pela atuação técnica, pelo respeito à separação dos Poderes e pelo perfil conciliador”, afirmou.
Segundo Mendes, o advogado-geral teve papel relevante em temas como a defesa da soberania nacional e a atuação em casos no próprio Supremo. “Essas credenciais evidenciam que Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional. O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos”, completou.
A manifestação ocorre dias após o ministro André Mendonça também declarar apoio público ao nome de Messias. Durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Mendonça afirmou torcer pela aprovação do colega no Senado. “Faço votos que em breve você possa deixar a AGU por um motivo, de estar comigo no Supremo Tribunal Federal”, disse.
Messias ocupa o comando da AGU desde janeiro de 2023, no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que formalizou a indicação ao STF em novembro de 2025, após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Mas a mensagem que formaliza a indicação de Messias só foi enviada ao Senado no início do mês.
Para assumir o cargo, o indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ser aprovado pela maioria dos parlamentares, com pelo menos 41 votos favoráveis no plenário. A data da análise ainda não foi definida e depende de decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.









