Planalto avalia que assessor de Trump é de baixo escalão e não tem ligação imediata com Rubio
Darren Beattie ainda teria fraudado o pedido de visto ao consulado brasileiro com encontros não agendados

Auxiliares do presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto avaliam que o assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie, que havia pedido autorização para visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é de baixo escalão e não tem ligação direta com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Integrantes da diplomacia brasileira afirmam ainda que o pedido de visto feito pelo assessor ao consulado brasileiro em Washington foi fraudado, com informações de encontros nunca marcados.
A fraude teria sido identificada depois que o Itamaraty questionou o pedido de Beattie ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para visitar Jair Bolsonaro. Como o motivo verdadeiro da vinda ao Brasil não foi apresentado no pedido inicial de visto, o governo brasileiro decidiu revogar a autorização para entrada no país.
A nota de representantes do governo americano para solicitação de visto de Beattie tinha como justificativa, segundo o Planalto: reuniões com autoridades oficiais do Brasil, além de encontro com empresários brasileiros, sobre minerais críticos.
O SBT News mostrou que a presença do enviado especial nunca esteve prevista em um evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo, na próxima semana.
Integrantes do Planalto avaliam ainda que Darren Beattie pode fazer parte de uma ala do departamento de Estado americano, ligada ao bolsonarismo brasileiro, que tenta desestabilizar o diálogo oficial entre a diplomacia do Brasil e a Casa Branca.
Mais cedo, o presidente Lula também justificou a revogação do visto do assessor por causa do tratamento ainda dado pelo governo americano ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro ainda está com o visto americano cancelado. Para auxiliares de Lula, a fala do presidente traduziu um sentimento de reciprocidade. "Se um ministro de estado não tem visto americano, por que um assessor de baixo escalão, que não foi sincero no pedido, teria um visto brasileiro?", questionou um dos aliados do presidente brasileiro.


































































