Renan Santos nega ser 3ª via e diz que vai substituir Flávio
Ao SBT News, pré-candidato do partido Missão criticou Flávio Bolsonaro e rejeitou qualquer comparação com Pablo Marçal




O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que não se considera uma alternativa de terceira via para as eleições de 2026. Em vez disso, ele disse acreditar que pode ocupar o espaço do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no campo mais à direita do espectro político. A afirmação foi feita durante entrevista ao Poder Expresso, do SBT News.
"Eu não sou da terceira via. Eu vou substituir o Flávio como o único candidato de direita nessa eleição. E assim eu me colocarei no segundo turno", disse Renan.
Ainda sobre a comparação com Flávio Bolsonaro, ele afirmou que a diferença entre os dois está na questão ética. "Eu não estou envolvido em escândalo de corrupção e eu tenho proposta."
Privatização e segurança pública
Sobre privatizações, Renan declarou ser favorável à venda dos Correios, mas fez ressalvas em relação a empresas consideradas estratégicas. Ele afirmou que não privatizaria a Petrobras diante do cenário internacional atual e também descartou a venda da Embrapa. "Correio tem que privatizar", disse.
Na área econômica, o pré-candidato defendeu corte de gastos públicos e redução de privilégios. Segundo ele, o ajuste fiscal começaria pelos setores mais beneficiados pelo Estado. "Eu vou cortar despesas, começando pelos privilégios, começando pela elite brasileira", explicou.
Quando o assunto foi a segurança pública, o pré-candidato afirmou que os governos federais não enfrentaram de forma efetiva as facções criminosas desde a redemocratização.
Já em relação à decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, Santos minimizou os efeitos práticos da medida. Para ele, a classificação é "indiferente" e não resolverá o problema sem ação direta das autoridades brasileiras.
Crítica a Marçal
Renan foi questionado sobre comparações com o influenciador e empresário Pablo Marçal, que ganhou projeção nacional após disputar a Prefeitura de São Paulo. O pré-candidato rejeitou essa associação: "Ele era um aventureiro numa eleição falando absurdos, sem proposta concreta nenhuma."
"Meu foco aqui não é vender um curso online como o Pablo Marçal fez após participar de uma eleição porque ele apareceu na TV. Meu foco é que daqui 30 anos o Brasil seja uma das cinco maiores nações do mundo. E minha ambição pessoal não é ficar rico como ele, é que as pessoas um dia vejam o meu nome nos livros de história", completou.













