1º deputado condenado por desvio de emendas não vai à Câmara; gabinete monitora julgamento
Pastor Gil (PL-MA) estava participando de compromissos da igreja no Maranhão, disseram assessores

Integrante do grupo de parlamentares condenados de forma inédita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desvios de emendas parlamentares, o deputado federal Pastor Gil (PL-MA) não estava na Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (17), segundo assessores.
Gil é o único dos três condenados que está no exercício do mandato.
O SBT News esteve no gabinete do parlamentar em Brasília, no anexo 4 da Câmara dos Deputados, por volta das 16h40. Dois funcionários que estavam no local disseram que Gil não foi a Brasília e que estava no Maranhão participando de atividades ligadas à igreja. Ele havia registrado presença em plenário na véspera, entretanto.
A televisão do gabinete estava ligada na transmissão do julgamento, no momento do voto de Flávio Dino, ministro que concentra a maior parte das investigações ligadas a desvio de emendas parlamentares.
O voto de Dino foi o 4º favorável à condenação de Gil, Bosco Costa (PL-SE) e Josimar Maranhãozinho (PL-MA). O STF condenou por 4 votos a 0 o trio por corrupção passiva. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria solicitado propina em troca da destinação de emendas parlamentares ao município de São José de Ribamar (MA).
Em nota, a defesa de Pastor Gil disse que “o julgamento não se afastou do aspecto político que envolve o tema emendas parlamentares, limitando-se a repetir a denúncia”.
A defesa, prossegue a nota, disse que é preciso levar em conta o depoimento do então prefeito de São José do Ribamar “que denunciou o fato e afirmou expressamente que Pastor Gil não fez nem legitimou solicitação de contrapartida ilegal”.
Os advogados Maurício Campos Jr., Philipe Beboni e Bárbara Brum disseram ainda que vão apresentar os chamados embargos de declaração após a publicação do acórdão do julgamento.
Maranhãozinho se licenciou do mandato em fevereiro por 120 dias, sob a justificativa de necessidade de tratar de assuntos particulares.
Bosco Costa é suplente de deputado federal, tendo assumido o mandato de julho a novembro de 2024.
As defesas de Josimar Maranhãozinho e Bosco Costa não fora localizadas.




























































