Análise: nas entrelinhas, Caiado mira Flávio Bolsonaro em seu 1º discurso com vistas ao Planalto
Governador de Goiás foi anunciado nesta segunda (30) como o nome do PSD na disputa presidencial

Embora Lula e o PT pareçam os alvos prioritários de Ronaldo Caiado em seu discurso ao ser anunciado como o nome do PSD à Presidência da República, nas entrelinhas o governador de Goiás mirou o polo oposto: Flávio Bolsonaro (PL).
A história contada sobre o conselho do pai de que é preciso "cabelos brancos" para comandar o país, a afirmação de que acredita na Ciência e, principalmente, a frase em que questiona se o país quer um presidente que saiba governar ou um que vá tentar aprender na cadeira sinalizam uma linha de atuação.
Caiado tem 76 anos e, na eleição presidencial de 1989 -- quando teria ouvido o conselho do pai sobre a sua imaturidade na ocasião --, tinha idade próxima à que hoje tem Flávio, 44.
O recado sobre saber governar ou querer aprender na cadeira não é claramente direcionado a Lula, presidente já em terceiro mandato e com 80 anos de idade.
Os recados implícitos, aliados à promessa de que adotará como primeiro ato a anistia aos condenados pelos atos golpistas, soam menos como possível intenção (por ora) de ser linha auxiliar de Flávio do que aceno ao eleitorado que, certamente, Caiado precisa conquistar para avançar na disputa.
Uma hoje improvável ida do governador de Goiás para o segundo turno da eleição presidencial depende crucialmente do esvaziamento de um dos lados do hoje polo nacional eleitoral.
Nem o mais convicto 'caiadista' há de esperar que esse esvaziamento em prol do governador venha da esquerda.
Em política, os sinais são parte relevante do jogo. E eles foram dados nesta segunda.

































































