Ranier Bragon
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Coluna do Ranier

Ranier Bragon trabalhou na Folha de S.Paulo por 26 anos, onde foi um dos autores de reportagens que revelaram a evolução patrimonial da família Bolsonaro, o caso Wal do Açaí, as candidaturas laranjas e a fraude das transferências de títulos de eleitores.

Política

Flavio aceita abrir mão de candidata do PL para derrotar PT em indicação ao TCU

Pré-candidato à Presidência defendeu união em torno de um nome contra Odair Cunha

Imagem da noticia Flavio aceita abrir mão de candidata do PL para derrotar PT em indicação ao TCU
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Andressa Anholete/Agência Senado
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O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse abrir mão da candidatura de Soraya Santos (PL-RJ) ao Tribunal de Contas da União se isso for o melhor para derrotar o PT.

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A afirmação foi dada a apoiadoras de Soraya no cafezinho do Senado em conversa testemunhada pelo SBT News na tarde desta terça-feira (14).

O filho de Jair Bolsonaro disse que isso não afetaria a sua “narrativa”. Ele lançou o nome de Soraya dizendo defender uma presença feminina no TCU.

O PL tem conversado com Elmar Nascimento (União-BA), também pré-candidato à indicação da Câmara ao TCU.

Flávio disse às apoiadoras de Soraya que elas devem avaliar momentos antes da eleição na Câmara, que deve ocorrer ainda nesta terça, quem está mais forte, se Soraya, Elmar ou outro nome na disputa.

A Câmara promove a votação de indicação do novo ministro do TCU em uma espécie de "esquenta" para a disputa presidencial entre Lula (PT), Flávio e uma terceira via.

Do lado da esquerda, o candidato a ocupar a vaga de Aroldo Cedraz (que se aposentou em fevereiro) é o deputado federal Odair Cunha (MG). Ele é apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelos demais partidos de esquerda e por MDB e Republicanos, entre outros.

Do lado do bolsonarismo, Flávio lançou Soraya. A deputada já havia disputado uma vaga ao TCU em 2023, mas não conseguiu ser eleita.

Diferentemente do cenário presidencial nacional, na eleição da Câmara para o TCU a terceira via está forte e pode surpreender. Além de Elmar, lançaram-se na disputa Hugo Leal (PSD-RJ) e Danilo Forte (PP-CE), entre outros.

O apoio partidário oficial é importante, mas a votação é secreta e em turno único, sendo escolhido o mais votado. Ou seja, há muito espaço para traições.

O próprio PT de Odair Cunha tem um histórico de derrotas em indicações ao TCU frutos de traições de aliados.

Em 2005, na primeira gestão de Lula na Presidência da República, o deputado José Pimentel (PT-CE) perdeu a indicação para Augusto Nardes (PP-RS).

Um ano depois, o partido de Lula voltou a sofrer um revés ao ver Paulo Delgado (PT-MG) ser superado por Aroldo Cedraz (então no PFL, hoje União Brasil), o mesmo cuja vaga agora se abre.

O TCU é um órgão de auxílio ao Congresso e tem como principal função a análise das contas públicas.

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