Política

Brasil doa toneladas de arroz e leite em pó à Bolívia

Onda de protestos e bloqueios de estradas que atinge o país há duas semanas vem provocando desabastecimento de alimentos e outros itens essenciais

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Sofia Pilagallo
 Manifestantes correm durante uma marcha pedindo a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz | Reuters

Manifestantes correm durante uma marcha pedindo a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz | Reuters

O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira (29) o envio de ajuda humanitária à Bolívia, com a doação de 16 toneladas de arroz e 5 toneladas de leite em pó integral. Segundo o Palácio do Planalto, a medida não compromete o abastecimento nacional.

As doações saíram da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, e devem chegar à capital La Paz ainda na tarde desta sexta. Os alimentos são transportados em um avião cargueiro KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB).

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A Bolívia enfrenta, há duas semanas, uma onda de protestos contra o presidente Rodrigo Paz, além de bloqueios em estradas pelo país. A crise já provocou desabastecimento de alimentos e outros itens essenciais em La Paz e em cidades afetadas pelas interdições.

No início da semana, o presidente Lula já havia se comprometido a enviar ajuda humanitária à Bolívia depois de uma conversa com Paz. Em nota, Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do diálogo para a resolução de conflitos.

"O presidente Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito", escreveu o Palácio do Planalto. "Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social", acrescentou.

Paz, de direita, tomou posse em novembro com promessa de austeridade para reverter a crise econômica que assola a Bolívia, incluindo cortes de despesas e de subsídios. Há duas semanas, no entanto, o presidente vem enfrentando protestos de diversos setores.

Professores pedem salários mais altos e mais recursos, enquanto sindicatos dos transportes fazem greves por tempo indeterminado devido à escassez de combustível. Já grupos indígenas e rurais criticam reformas agrárias que, segundo eles, favorecem grandes proprietários de terras.

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