TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita
Corte afirmou que visita de funcionários norte-americanos não foi agendada por causa do recesso
Cézar Feitoza, José Matheus Santos, Jessica Cardoso
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília | Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste sábado (25) que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma visita de integrantes do governo norte-americano ao Brasil, mas afirmou não ter sido informado sobre o tema da agenda. Segundo a Corte, o encontro não foi marcado em razão do recesso do Judiciário.
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O tribunal divulgou nota sobre o caso um dia após o Itamaraty barrar os pedidos de visto de Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que planejavam viajar ao Brasil para discutir o sistema eleitoral.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro ouvidos pelo SBT News, sob condição de anonimato, avaliam que há uma atuação coordenada entre a iniciativa da gestão norte-americana e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
A avaliação ocorre após Flávio voltar a questionar o sistema de urnas eletrônicasao afirmar, em discurso recente, que os equipamentos utilizados no Brasil teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. A afirmação, porém, é falsa.
Na nota divulgada neste sábado (25), a Corte informou ainda que seu presidente, o ministro Kássio Nunes Marques, reuniu-se com 25 embaixadores em 16 de junho para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação e defender a segurança das urnas eletrônicas.
Uma nova reunião com o corpo diplomático está marcada para 17 de agosto, na sede do TSE. Segundo a Corte, a embaixada dos Estados Unidos será convidada, assim como as demais representações estrangeiras no Brasil. No encontro, Nunes Marques voltará a apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas.
O TSE também informou que a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), o Parlasul, o Carter Center, a Uniore e a ROJAE-CPLP já confirmaram participação nas Missões de Observação Eleitoral (MOEs) para acompanhar as eleições de outubro. A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites.
TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visitaCorte afirmou que visita de funcionários norte-americanos não foi agendada por causa do recessoPolítica2026-07-25T20:35:18.378ZO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste sábado (25) que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma , mas afirmou não ter sido informado sobre o tema da agenda. Segundo a Corte, o encontro não foi marcado em razão do recesso do Judiciário. O tribunal divulgou nota sobre o caso um dia após o de Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que planejavam viajar ao Brasil para discutir o sistema eleitoral. Segundo reportagem do jornal The Washington Post, antes do pleito presidencial de 4 de outubro. Ainda de acordo com o jornal, não estava claro quais medidas os representantes pretendiam adotar para analisar o sistema eleitoral nem quais autoridades e instituições integrariam a agenda da visita. Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro ouvidos pelo SBT News, sob condição de anonimato, avaliam que há uma atuação coordenada entre a iniciativa da gestão norte-americana e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. A avaliação ocorre após ao afirmar, em discurso recente, que os equipamentos utilizados no Brasil teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. A afirmação, porém, é falsa. Na nota divulgada neste sábado (25), a Corte informou ainda que seu presidente, o ministro Kássio Nunes Marques, reuniu-se com 25 embaixadores em 16 de junho para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação e defender a segurança das urnas eletrônicas. Uma nova reunião com o corpo diplomático está marcada para 17 de agosto, na sede do TSE. Segundo a Corte, a embaixada dos Estados Unidos será convidada, assim como as demais representações estrangeiras no Brasil. No encontro, Nunes Marques voltará a apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas. O TSE também informou que a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), o Parlasul, o Carter Center, a Uniore e a ROJAE-CPLP já confirmaram participação nas Missões de Observação Eleitoral (MOEs) para acompanhar as eleições de outubro. A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-foi-procurado-por-eua-mas-diz-nao-saber-tema-da-visita