O ataque às urnas eletrônicas feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta semana continua repercutindo entre as lideranças do Centrão. Integrantes do grupo político disseram ao SBT News que a atitude do pré-candidato à Presidência foi um “presente” ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação de caciques partidários, por mais que o contexto das declarações de Flávio seja diferente daquele que levou à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Moraes agora tem um motivo concreto para mirar o senador.
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Esse cenário afastou ainda mais partidos como o Republicanos de uma aliança com Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto. O PP já definiu que ficará neutro no primeiro turno, o que inviabiliza o apoio da federação formada com o União Brasil ao senador.
O isolamento de Flávio é resultado de uma percepção nos partidos do Centrão de que ele tem muitos “tetos de vidro”.
A autorização do ministro André Mendonça, do STF, para um inquérito da Polícia Federal sobre o financiamento do filme "Dark Horse", a cinebiografia de Bolsonaro, é mais um ingrediente para a desconfiança das siglas sobre a viabilidade do senador. Apesar de não ser investigado, Flávio negociou recursos para a obra diretamente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso.
No caso das críticas às urnas, o Centrão interpreta que o episódio foi mais uma forma de Flávio tentar manter a militância bolsonarista unida, diante dos desgastes da pré-campanha. Além disso, há uma avaliação de que semear dúvidas sobre o resultado eleitoral desde agora é uma vacina para eventual derrota em outubro.
Os caciques partidários dizem que a estratégia de radicalização pode funcionar para manter a narrativa de Flávio sobre as urnas em evidência nos próximos anos com foco na eleição de 2030, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reeleja.
No entanto, veem o risco de Moraes interpretar esse movimento como mais um ataque à democracia, o que poderia gerar problemas futuros para Flávio no STF, mesmo que não haja cassação da candidatura.
























