'MDB apoia indicação de Pacheco ao TCU', diz Renan Calheiros
Partido é apontado como um dos principais fiadores da indicação de Dantas ao TCU em 2014 e, portanto, tem papel decisivo também na escolha do substituto

Renan Calheiros gesticula enquanto fala (Jane de Araújo/Agência Senado)
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou à Coluna que seu partido apoiará a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Bruno Dantas oficializou nesta segunda-feira (31) sua renúncia à Corte e abriu caminho para que um novo nome seja votado e aprovado ainda nesta semana.
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“Não sei se vota. O MDB apoia a indicação”, declarou Calheiros. O partido é apontado como um dos principais fiadores da indicação de Dantas ao TCU em 2014 e, portanto, tem papel decisivo também na escolha do substituto.
A indicação de Pacheco para o TCU é articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nesta semana, o Congresso realiza o último esforço concentrado de votações antes da eleição, e há possibilidade de a nomeação do senador ser incluída na pauta.
Antes de cogitar a entrada de Pacheco no TCU, Alcolumbre queria que o aliado fosse indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga do ex-ministro Luís Roberto Barroso.
O plano, contudo, foi frustrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que preferiu o advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja indicação acabou rejeitada no plenário Senado. A derrota histórica do governo é atribuída a uma “vingança” de Alcolumbre pelo fato de Pacheco ter sido preterido.
Lula tentou convencer Pacheco a ser seu candidato ao governo de Minas Gerais. O senador chegou a se filiar ao PSB com essa intenção, mas depois anunciou que deixaria a vida política e não se candidataria mais a cargos públicos.
Em dezembro, o ministro Augusto Nardes também sairá de forma antecipada do TCU. Essa vaga, contudo, é de indicação da Câmara dos Deputados e deve desencadear uma disputa entre os partidos.
O TCU é composto por nove ministros. Três são indicados pelo presidente da República e seis pelo Congresso Nacional.
Dantas, agora, trabalhará no setor privado. Como mostrou a Coluna, ele viaja a Nova York no fim de setembro para reuniões com um grande escritório de advocacia norte-americano, que o convidou para atuar como sócio sênior para América Latina.
Outra possibilidade é Dantas assumir o comando da Avibras, fabricante brasileira de material bélico. A decisão será tomada após as conversas nos Estados Unidos.
























