Gilmar sugere que plenário do STF analise caso de Andrei
Ministro questiona se análise deve caber ao plenário e cita risco de decisões conflitantes para justificar pedido de vista
José Matheus Santos, Jessica Cardoso
Ministro Gilmar Mendes | Reprodução
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou nesta terça-feira (8) que a Segunda Turma pode não ter competência para analisar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
A avaliação consta no despacho em que o ministro apresenta os pontos para pedir vista (mais tempo para analisar o processo), durante o julgamento que discute a decisão do ministro André Mendonça. Com a suspensão, o afastamento dos dois dirigentes continua valendo.
Ao justificar a decisão, Gilmar apresentou três motivos. Além do pouco tempo para analisar o caso, questionou o pedido de afastamento feito por um partido político, apontou que o caso pode ser de competência do plenário do STF e afirmou que é preciso avaliar se a medida interfere no equilíbrio das eleições.
“Assim, diante de elementos que apontam para a incompetência da Segunda Turma e do risco de decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, pedi vista do processo para melhor exame dos autos”, disse o magistrado no documento.
Entenda o caso
Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF para evitar possíveis interferências nas investigações em andamento. Segundo o ministro, há indícios de que Andrei e Almada tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.
A decisão foi tomada a partir de um pedido do partido Novo apresentado na semana passada. A legenda voltou a pedir a prisão de Andrei nesta terça-feira (8).
Após o afastamento, a Segunda Turma do STF começou a analisar, em plenário virtual, se manteria ou não a decisão de Mendonça. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. O colegiado, porém, já tem maioria para manter a medida. Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente da Turma, anteciparam os votos e acompanharam Mendonça.
Também integrante da Segunda Turma, Dias Toffoli não se manifestou. Ele tem se declarado impedido de participar de processos relacionados ao Banco Master.
Gilmar sugere que plenário do STF analise caso de AndreiMinistro questiona se análise deve caber ao plenário e cita risco de decisões conflitantes para justificar pedido de vistaPolítica2026-09-08T20:25:46.124ZO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou nesta terça-feira (8) que a Segunda Turma pode não ter competência para analisar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A avaliação consta no despacho em que o ministro apresenta os pontos para pedir vista (mais tempo para analisar o processo), durante o julgamento que discute a decisão do ministro André Mendonça. Com a suspensão, o afastamento dos dois dirigentes continua valendo. Ao justificar a decisão, Gilmar apresentou três motivos. Além do pouco tempo para analisar o caso, questionou o pedido de afastamento feito por um partido político, apontou que o caso pode ser de competência do plenário do STF e afirmou que é preciso avaliar se a medida interfere no equilíbrio das eleições. “Assim, diante de elementos que apontam para a incompetência da Segunda Turma e do risco de decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, pedi vista do processo para melhor exame dos autos”, disse o magistrado no documento. Entenda o caso Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF para evitar possíveis interferências nas investigações em andamento. Segundo o ministro, há indícios de que Andrei e Almada tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades. A decisão foi tomada a partir de um pedido do partido Novo apresentado na semana passada. A legenda voltou a pedir a prisão de Andrei nesta terça-feira (8). Após o afastamento, a Segunda Turma do STF começou a analisar, em plenário virtual, se manteria ou não a decisão de Mendonça. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. O colegiado, porém, já tem maioria para manter a medida. Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente da Turma, anteciparam os votos e acompanharam Mendonça. Também integrante da Segunda Turma, Dias Toffoli não se manifestou. Ele tem se declarado impedido de participar de processos relacionados ao Banco Master.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/gilmar-ve-incompetencia-da-turma-no-caso-do-diretor-da-pf