Escalada na guerra faz petróleo ficar acima dos US$ 100
Contratos futuros do barril tipo Brent chegaram a ser negociados por US$ 101,55 nesta quarta-feira (9)

Petroleiro HELGA atracado em um dos terminais petrolíferos offshore do sul do Iraque, próximo a Basra | Mohammed Aty/Reuters
Os ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã ocorridos nesta quarta-feira (9) fizeram os preços dos contratos futuros do petróleo tipo Brent ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, chegando a ser negociados por US$ 101,55. Esse cenário aumenta os temores de que o conflito no Oriente Médio cause uma crise no abastecimento de energia mundial.
Desde o final de maio, o mercado havia sido tomado por um relativo otimismo. Os preços de referência do petróleo vinham sendo negociados abaixo do limiar de US$ 100 por barril, refletindo as expectativas de que o conflito entre Washington e Teerã permaneceria em um nível moderado, após os dois países firmarem um um acordo temporário para cessar os ataques.
No entanto, nesta terça-feira (8), os Estados Unidos destruíram cinco petroleiros iranianos. Em resposta, as forças iranianas atacaram 10 embarcações americanas no Golfo Pérsico nessa quarta-feira (9). Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã alega ter capturado um submarino não tripulado de Washington na entrada do Estreito de Ormuz.
Essa escalada das tensões militares entre os dois países fez os investidores do mercado mundial de petróleo olharem para a situação com mais cautela. Além disso, a guerra causou uma crise global de refino que fez os preços dos combustíveis dispararem. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos está atualmente no patamar de US$4,22 por galão. Já o Diesel, é vendido por valores próximos dos US$6 por galão.
Antes do conflito entre Washington e Teerã ter início, o Estreito de Ormuz era o caminho pelo qual passava um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás, sendo fundamental para o abastecimento mundial de energia. Após os dois países entrarem em guerra, o Mar Vermelho ganhou importância como uma rota alternativa. No entanto, nesta semana, ataques dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, a instalações energéticas sauditas ameaçaram os embarques de petróleo bruto na região.
















