Master: Lula pede quebra completa do sigilo da investigação
Presidente defendeu retirada "urgente" do segredo de apurações "sobre todos os envolvidos" no caso do banco de Daniel Vorcaro: "Seja quem for, doa a quem doer"

Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a "urgente quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master". "Seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", comentou.
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Em publicação nas redes sociais, o mandatário afirmou que a "crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário" requer "medidas imediatas", sem menção direta ao Supremo Tribunal Federal (STF), e escreveu que o "o povo brasileiro precisa de explicações diante da gravidade do maior crime financeiro da história" do país.
"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido", acrescentou, lembrando a força-tarefa da Polícia Federal (PF) que investigou, em 2019, invasão de contas de autoridades, como o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, no aplicativo Telegram.
Uma semana após o ministro André Mendonça tornar público relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro enviadas a Alexandre de Moraes, o momento institucional do STF se agravou entre ontem e hoje.
O relator do caso Master, Mendonça, afastou nessa terça (8) o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, também citado nos diálogos do ex-banqueiro, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
Nesta quarta (9), porém, Flávio Dino resolveu determinar a recondução dos diretores aos respectivos cargos.
A Segunda Turma da Corte, responsável por dar a palavra final sobre os afastamentos, formou maioria ainda ontem, por 3 a 0, para manter a decisão de Mendonça, com Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanhando o colega.
No entanto, o decano do STF, Gilmar Mendes, pediu vista (mais tempo para análise) e tem até 90 dias para devolver a matéria para análise do colegiado.
Ex-relator do caso Master, Dias Toffoli tem se declarado impedido de julgar questões relativas ao caso e ainda não votou.
Em declaração na semana passada, durante evento ao lado de Lula, o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, prometeu resposta "firme, proporcional e rigorosa".
O ministro cancelou a sessão no plenário do STF prevista para esta quarta e não compareceu a um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A reunião desta quinta (10) segue na agenda.
Uma sessão presencial da Segunda Turma programada para ontem, sobre caso sem relação com o Master, também não ocorreu.














