Dino vê ação de Mendonça para barrar caso "Dark Horse"
Crise explícita entre a integrantes da Corte mostra contaminação política e influência eleitoral

Davi Alcolumbre e Flávio Dino | Reprodução
A decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal ao cargo, revertendo uma decisão de André Mendonça, explicita ainda mais a divergência entre os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Nos bastidores, Dino afirmou que não deixaria Mendonca paralisar as investigações do país e que destituir a cúpula da PF teria esse efeito.
Além disso, Dino tem dito que Mendonça está explicitando sua intenção política de favorecer Flávio Bolsonaro, e que não vai permitir que seus processos - incluindo um sobre o filme "Dark Horse" - sejam prejudicados.
“O Estado Democrático de Direito não é o regime em que um, alguns ou mesmo a maioria podem impor seus apetites ou vontades, segundo o seu próprio tempo. A Constituição é uma fronteira imperativa, cuja ultrapassagem conduz à ruína da Nação. Sem o Estado Constitucional, sobrevivem apenas os que gritam mais alto e dispõem de meios para impor seus interesses, especialmente os criminosos de todas as cores e trajes: corruptos, milicianos, narcotraficantes, exploradores de jogos ilícitos, traficantes de armas, agentes de lavagem de dinheiro etc.”
“No caso, este Relator se vê diante da situação em que outro Ministro da Corte determinou a paralisação da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal, medida inédita na história da corporação. Como consequência, procedimentos urgentes, sob a condução deste Relator, veem-se prejudicados por essa interferência nos trabalhos policiais. Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais.”













