Política

Andrei recorre a Dino e expõe falta de confiança em Messias

Nos bastidores, aliados veem movimento como demonstração de desconfiança em relação à AGU

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Túlio Amâncio
Andrei recorre a Dino e expõe falta de confiança em Messias

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) que Andrei Rodrigues retome imediatamente o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

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A decisão ocorre enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, aguarda esclarecimentos do ministro André Mendonça, autor da decisão que havia determinado o afastamento de Andrei. Mendonça terá 72 horas para prestar as informações. Depois desse prazo, Fachin deverá analisar o caso.

Nos bastidores, aliados de Andrei e de Dino afirmam que o movimento teve como objetivo expor o que consideram uma atuação política de Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, além de questionar o que classificam como atropelo das prerrogativas do presidente da República e do presidente do Supremo.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também ingressou nesta terça-feira com uma ação para tentar garantir o retorno de Andrei ao cargo. O então diretor-geral afastado, no entanto, não teria optado por aguardar o desfecho da iniciativa da AGU e recorreu diretamente a Dino.

A relação entre Andrei e o advogado-geral da União, Jorge Messias, já vinha desgastada havia algum tempo. Messias aparece como investigado em um relatório de uso interno da Polícia Federal que foi divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Procurados pela coluna, integrantes da AGU afirmaram que a decisão de Dino não altera a estratégia jurídica adotada pelo órgão.

“A AGU seguirá insistindo no seu pedido. Nossos argumentos são sólidos. Vamos manter a defesa da PF e da Presidência da República perante o presidente do STF”, afirmou uma fonte da AGU.

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