Segunda Turma do STF tem maioria para afastar Andrei da PF
Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente do colegiado, acompanharam o ministro André Mendonça, autor da decisão que afastou diretor-geral da Polícia Federal
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Felipe Moraes
Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da PF | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, com placar de 3 a 0, nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Os ministros Kassio Nunes Marques e Luix Fux, presidente do colegiado, acompanharam o voto do colega André Mendonça, autor da decisão.
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Marques e Fux anteciparam suas posições no julgamento, já que Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise), interrompendo a sessão, no plenário virtual, em que magistrados se manifestam de forma remota. O decano da Corte tem até 90 dias para devolver o caso para referendo da Segunda Turma.
Assim, com julgamento suspenso, segue valendo a decisão de Mendonça que afastou preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada.
Primeiro a votar por ser autor da medida, o magistrado escreveu que se manifestou "pelo referendo da decisão por mim proferida, na presente data, pelos seus próprios fundamentos".
Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi encerrado, já que segue pausado pelo pedido de vista de Mendes. Ministros também podem alterar votos até o encerramento do referendo.
Mendonça afirmou mais cedo que há indícios de que os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades. De acordo com um documento enviado à Justiça, seis relatórios de inteligência foram produzidos entre 3 e 31 de agosto.
Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades que exercem funções no Judiciário, na Advocacia Pública e na polícia judiciária. Mendonça afirma que ele próprio foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e classificou o acompanhamento como ilegal. Além dos afastamentos, o ministro proibiu a produção, preparação ou compartilhamento de novos relatórios.
O caso também envolve pedidos apresentados pelo partido Novo, que solicitou medidas para preservar as investigações e o afastamento de Andrei Rodrigues. Em 3 de setembro, a legenda pediu ainda a prisão preventiva do diretor-geral, citando supostas novas evidências de participação em uma rede de influência ligada a Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre o caso do Banco Master.
O afastamento, segundo o ministro, busca impedir o uso das prerrogativas, dos acessos, dos sistemas e das relações institucionais vinculadas ao cargo para interferir nas apurações.
Segundo o ministro, a permanência no exercício das funções poderia, em tese, manter o acesso a informações, sistemas, estruturas e canais de comunicação capazes de permitir conhecimento antecipado de medidas investigativas, influência sobre testemunhas ou pessoas envolvidas nas apurações e dificuldades na preservação de provas.
Mendonça disse que, para a adoção da medida cautelar, não é necessário aguardar a ocorrência de uma nova interferência. De acordo com a decisão, a finalidade da providência é justamente prevenir riscos à investigação.
A decisão também determina que a Corregedoria da Polícia Federal instaure investigações criminal e administrativa para apurar os fatos. A apuração deverá identificar as circunstâncias da elaboração dos relatórios, quem determinou e quem efetivamente os produziu, quando foram feitos e se existem outros documentos com a mesma finalidade.
Segunda Turma do STF tem maioria para afastar Andrei da PFKassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente do colegiado, acompanharam o ministro André Mendonça, autor da decisão que afastou diretor-geral da Polícia FederalPolítica2026-09-08T13:21:11.238ZA Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, com placar de 3 a 0, nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Os ministros Kassio Nunes Marques e Luix Fux, presidente do colegiado, acompanharam o voto do colega André Mendonça, autor da decisão. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Marques e Fux anteciparam suas posições no julgamento, já que Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise), interrompendo a sessão, no plenário virtual, em que magistrados se manifestam de forma remota. O decano da Corte tem até 90 dias para devolver o caso para referendo da Segunda Turma. Assim, com julgamento suspenso, segue valendo a decisão de Mendonça que afastou preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. Primeiro a votar por ser autor da medida, o magistrado escreveu que se manifestou "pelo referendo da decisão por mim proferida, na presente data, pelos seus próprios fundamentos". Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi encerrado, já que segue pausado pelo pedido de vista de Mendes. Ministros também podem alterar votos até o encerramento do referendo. Decisão de Mendonça Mendonça afirmou mais cedo que há indícios de que os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades. De acordo com um documento enviado à Justiça, seis relatórios de inteligência foram produzidos entre 3 e 31 de agosto. Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades que exercem funções no Judiciário, na Advocacia Pública e na polícia judiciária. Mendonça afirma que ele próprio foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e classificou o acompanhamento como ilegal. Além dos afastamentos, o ministro proibiu a produção, preparação ou compartilhamento de novos relatórios. O caso também envolve pedidos apresentados pelo partido Novo, que solicitou medidas para preservar as investigações e o afastamento de Andrei Rodrigues. Em 3 de setembro, a legenda pediu ainda a prisão preventiva do diretor-geral, citando supostas novas evidências de participação em uma rede de influência ligada a Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre o caso do Banco Master. O afastamento, segundo o ministro, busca impedir o uso das prerrogativas, dos acessos, dos sistemas e das relações institucionais vinculadas ao cargo para interferir nas apurações. Segundo o ministro, a permanência no exercício das funções poderia, em tese, manter o acesso a informações, sistemas, estruturas e canais de comunicação capazes de permitir conhecimento antecipado de medidas investigativas, influência sobre testemunhas ou pessoas envolvidas nas apurações e dificuldades na preservação de provas. Mendonça disse que, para a adoção da medida cautelar, não é necessário aguardar a ocorrência de uma nova interferência. De acordo com a decisão, a finalidade da providência é justamente prevenir riscos à investigação. A decisão também determina que a Corregedoria da Polícia Federal instaure investigações criminal e administrativa para apurar os fatos. A apuração deverá identificar as circunstâncias da elaboração dos relatórios, quem determinou e quem efetivamente os produziu, quando foram feitos e se existem outros documentos com a mesma finalidade.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/segunda-turma-do-stf-tem-maioria-para-afastar-andrei-da-pf