Coreia do Norte amplia seu principal complexo nuclear
Agência Internacional de Energia Atômica afirma que Pyongyang construiu uma nova instalação de enriquecimento de urânio em Yongbyon
A
André de Sena, com informações da Reuters
Imagem de satélite mostra fábrica de produção de material nuclear em Yongbyon, na Coreia do Norte Divulgação/Planet Labs PBC via Reuters
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que a Coreia do Norte construiu uma nova instalação de enriquecimento de urânio no complexo nuclear de Yongbyon, o principal do país. Além disso, o órgão ligado às Nações Unidas disse que Pyongyang começou a operar uma ala ampliada em sua unidade atômica em Kangson.
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O relatório é datado do dia 28 de agosto. Segundo o documento, as descobertas apontam para uma expansão constante da infraestrutura nuclear da Coreia do Norte, em vários locais.
Em Yongbyon, foi identificado um novo prédio de dois andares, que é a segunda instalação de enriquecimento de urânio no local. Para fazer a descoberta, a equipe da AIEA comparou fotografias publicadas pela agência estatal do país que registraram uma visita realizada pelo ditador norte-coreano, Kim Jong Un, ao complexo com imagens de satélite captadas durante a construção da estrutura.
As fotografias indicam que há cascatas de centrífugas a gás instaladas nos andares superior e inferior do prédio principal. De acordo com o relatório, a infraestrutura tem capacidade de acomodar até 28 cascatas --equipamentos utilizados para enriquecer urânio.
A análise feita pela AIEA também apontou para indícios de que uma nova instalação de enriquecimento de urânio está funcionando em Kangson, perto da capital Pyongyang. Segundo o relatório, as atividades no local tiveram início em janeiro. Elas ocorrem dentro de um anexo que havia sido construído em 2024.
O relatório precisou ser baseado em imagens de satélite porque, desde 2009, o regime da Coreia do Norte proíbe as equipes da AIEA de atuarem no país. Segundo a agência, os avanços no programa nuclear norte-coreano violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU, por meio das quais as Nações Unidas exigem que Pyongyang abandone de forma completa, verificável e irreversível suas armas nucleares e programas de enriquecimento de urânio.
“A operação contínua das instalações de enriquecimento em Kangson e Yongbyon e a suposta expansão adicional da produção de material nuclear para fins militares pela RPDC [República Popular Democrática da Coreia] são motivo de séria preocupação”, disse na segunda-feira (7). o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, em comunicado ao Conselho de Governadores da agência, que é sediada em Viena,
A missão norte-coreana junto às Nações Unidas na capital austríaca afirmou em setembro que o status da Coreia do Norte como potência nuclear havia se tornado irreversível e que a agência não possui direito legal "de interferir nos assuntos internos de um Estado com armas nucleares que existe fora do TNP [Tratado de Não Proliferação Nuclear].”
🔎O Tratado de Não Proliferação Nuclear é um acordo internacional que tem como objetivo impedir a disseminação de armas nucleares, promover o desarmamento nuclear e garantir o uso pacífico da energia nuclear. Entre os países que assinaram o documento, estão Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e China.
Coreia do Norte amplia seu principal complexo nuclearAgência Internacional de Energia Atômica afirma que Pyongyang construiu uma nova instalação de enriquecimento de urânio em YongbyonMundo2026-09-09T16:23:03.462ZA AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que a Coreia do Norte construiu uma nova instalação de enriquecimento de urânio no complexo nuclear de Yongbyon, o principal do país. Além disso, o órgão ligado às Nações Unidas disse que Pyongyang começou a operar uma ala ampliada em sua unidade atômica em Kangson. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. O relatório é datado do dia 28 de agosto. Segundo o documento, as descobertas apontam para uma expansão constante da infraestrutura nuclear da Coreia do Norte, em vários locais. Em Yongbyon, foi identificado um novo prédio de dois andares, que é a segunda instalação de enriquecimento de urânio no local. Para fazer a descoberta, a equipe da AIEA comparou fotografias publicadas pela agência estatal do país que registraram uma visita realizada pelo ditador norte-coreano, Kim Jong Un, ao complexo com imagens de satélite captadas durante a construção da estrutura. As fotografias indicam que há cascatas de centrífugas a gás instaladas nos andares superior e inferior do prédio principal. De acordo com o relatório, a infraestrutura tem capacidade de acomodar até 28 cascatas --equipamentos utilizados para enriquecer urânio. A análise feita pela AIEA também apontou para indícios de que uma nova instalação de enriquecimento de urânio está funcionando em Kangson, perto da capital Pyongyang. Segundo o relatório, as atividades no local tiveram início em janeiro. Elas ocorrem dentro de um anexo que havia sido construído em 2024. O relatório precisou ser baseado em imagens de satélite porque, desde 2009, o regime da Coreia do Norte proíbe as equipes da AIEA de atuarem no país. Segundo a agência, os avanços no programa nuclear norte-coreano violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU, por meio das quais as Nações Unidas exigem que Pyongyang abandone de forma completa, verificável e irreversível suas armas nucleares e programas de enriquecimento de urânio. “A operação contínua das instalações de enriquecimento em Kangson e Yongbyon e a suposta expansão adicional da produção de material nuclear para fins militares pela RPDC [República Popular Democrática da Coreia] são motivo de séria preocupação”, disse na segunda-feira (7). o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, em comunicado ao Conselho de Governadores da agência, que é sediada em Viena, A missão norte-coreana junto às Nações Unidas na capital austríaca afirmou em setembro que o status da Coreia do Norte como potência nuclear havia se tornado irreversível e que a agência não possui direito legal "de interferir nos assuntos internos de um Estado com armas nucleares que existe fora do TNP [Tratado de Não Proliferação Nuclear].” 🔎O Tratado de Não Proliferação Nuclear é um acordo internacional que tem como objetivo impedir a disseminação de armas nucleares, promover o desarmamento nuclear e garantir o uso pacífico da energia nuclear. Entre os países que assinaram o documento, estão Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e China. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/coreia-do-norte-amplia-seu-principal-complexo-nuclear