Política

Dark Horse: instituto anticorrupção cobra quebra do sigilo

Entidade presidida pelo procurador de Justiça Roberto LIvianu aponta possível impacto eleitoral de ‘seletividade da publicidade’ de investigações no STF

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Iander Porcella
Dark Horse: instituto anticorrupção cobra quebra do sigilo

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o Instituto Não Aceito Corrupção, presidido pelo procurador de Justiça Roberto Livianu, cobrou nesta quarta-feira (2) que o ministro André Mendonça quebre também o sigilo da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e das apurações sobre fraudes no INSS.

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O INAC classifica como “gravíssimos” os fatos apontados no relatório da Polícia Federal sobre conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro. O instituto defende que o caso seja analisado no plenário da Corte, mas pondera que “eventual seletividade da publicidade” pode impactar o resultado das eleições de outubro.

“Tendo em vista a proximidade das eleições, é recomendável que o ministro André Mendonça quebre o sigilo igualmente dos casos INSS e Dark Horse sob sua relatoria, para evitarmos que eventual seletividade da publicidade possa impactar negativamente nas escolhas, levando à cadeira presidencial alguém envolvido gravemente com corrupção”, diz o INAC.

O filme Dark Horse recebeu financiamento do Master a pedido do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Já do caso INSS, derivaram suspeitas de tráfico de influência em órgãos do governo por parte de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

O instituto comandado por Livianu aproveita também para reforçar a defesa da aprovação de um código de conduta para ministros do STF. O INAC também apoia mandatos de 12 anos para integrantes da Corte e uma limitação de dois mandatos consecutivos para o procurador-geral da República, com respeito à lista tríplice.

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