Ala da PGR critica Gonet e diz que procurador não pode atuar
Integrantes da PGR que se opõem a Gonet defendem que Mendonça ignore procurador e comparam tensões da investigação do Master com Inquérito das Fake News

Procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet | Divulgação/Rosinei Coutinho/STF
O parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra apuração do ministro André Mendonça sobre Alexandre de Moraes foi duramente criticado por integrantes da PGR que não estão alinhados com o grupo de Gonet.
Para essa ala, ouvida pelo SBT News, Gonet não poderia se manifestar no caso porque também enfrenta desconfiança sobre sua imparcialidade.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram conversa entre um advogado e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o Master custear viagem para Londres para o filho do PGR, Pedro Gonet.
Antes de ter as atividades encerradas, o banco Master promoveu diversos fóruns de discussão sobre o Judiciário, com a presença de autoridades, familiares, empresários e outras pessoas do mundo do direito e de influência em Brasília.
Não há citação de conversa direta entre Vorcaro e Paulo Gonet. O procurador não é investigado.
Porém, a manifestação rápida dele no caso expôs divergências não apenas no STF, como também na PGR.
Integrantes do grupo crítico a Gonet na Procuradoria-Geral da República evocaram o Inquérito das Fake News, que está sob relatoria de Alexandre de Moraes, como exemplo de investigação fora do controle da PGR. Irritados com Gonet, essa ala defende que Mendonça ignore o parecer do procurador-geral e siga adiante com as apurações.
Um dos subprocuradores-gerais afirmou ao SBT News que a atuação dos ministros do STF é juridicamente insustentável há anos e que tem contado com a falta de reação da PGR.























