STF: Zema diz que caso envolvendo Moraes é motivo de prisão
Presidenciável criticou relação entre o ministro do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante sabatina nesta sexta-feira (4)

Romeu Zema durante sabatina do jornal O Estado de São Paulo/ Reprodução
O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, disse que “é motivo de prisão, não só de impeachment” o suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Zema se refere ao contrato do banqueiro com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O ministro supostamente foi o responsável por editar a última versão do documento, cujo valor bruto ultrapassa R$ 130 milhões.
Vestindo uma camiseta com a frase "chega de intocáveis", Zema declarou, durante sabatina do jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (4), que o país vive uma "aberração" no Supremo.
"Um ministro do Supremo Tribunal Federal prestar consultoria, estar ao lado do maior bandido da história financeira do Brasil, que é o Daniel Vorcaro, isso parece que nem novela teria tanta criatividade para fazer algo assim", afirmou. "O Supremo virou motivo de vergonha nacional e está envergonhando o Brasil também", completou.
Crise no STF
O tema ganhou força na Corte após a decisão do ministro André Mendonça de derrubar o sigilo do processo que investiga mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Moraes.O conteúdo sugere um contato próximo entre eles, além de indicar encontros pessoais e troca de favores.
As mensagens mostram, entre outras coisas, que o banqueiro perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes do lançamento da primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Master.
Com o sigilo derrubado, a crise interna no STF escalou. Em resposta, Alexandre de Moraes reagiu e pediu a inclusão de André Mendonça no inquérito das fake news.
Moraes argumentou que Mendonça teria cometido três supostos crimes no âmbito da relatoria das operações Sem Desconto e Compliance Zero: improbidade administrativa; crime de responsabilidade e abuso de autoridade. A decisão representa mais um capítulo na tensão institucional do tribunal.
As duas acusações estão sob análise do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que acolheu os pedidos e estipulou o prazo de cinco dias úteis para a manifestação das partes, além da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na manhã desta sexta-feira (4), Fachin declarou que a Corte apresentará uma resposta “firme, proporcional e rigorosa” aos fatos apresentados contra Alexandre de Moraes e André Mendonça, destacando que as denúncias estão sendo devidamente apuradas.
“Esta presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, afirmou o presidente do STF durante evento no Palácio do Planalto.















