Caiado defende investigação sobre suposta propina a Kassab
Em contrapartida, candidato à Presidência destacou que seu vice já negou as acusações apresentadas por Vorcaro em delação
Caroline Vale
Ronaldo Caiado, candidato a presidente pelo PSD | Reprodução/PSD
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta sexta-feira (4) uma investigação envolvendo seu candidato a vice, Gilberto Kassab. Caiado, porém, ressaltou que Kassab já negou as acusações apresentadas em uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre fraudes no Banco Master.
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O fundador do Master afirmou na proposta que os R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro teriam sido contrapartidas financeiras de um suposto “ajuste indevido” envolvendo Kassab.
Ao ser perguntado sobre a suposta propina articulada por Kassab, Caiado disse que seu vice já negou as acusações, mas defendeu uma apuração.
"Tem que abrir todas as informações, e tanto ele quanto o Tarcísio já negaram. Então, o que eu estou dizendo aqui é compatível com o que você está perguntando, ou seja, é que abra tudo, que realmente não fique dentro de uma posição, mas que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não", afirmou, durante sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo.
Questionado se o caso deve ser investigado, ele respondeu prontamente: "Lógico, 100%. Aqui não tem uma situação que seja para um ou para outro. É o que eu tenho dito, tá certo? Roubar com a mão direita ou roubar com a mão esquerda, é ladrão, tá certo? Não tem diferença. O pau que dá em Chico, dá no Francisco."
Caiado também rejeitou a ideia de que anegativa de Kassab seria suficiente para encerrar o caso. Segundo o candidato, é necessário tornar públicas as informações e permitir que a investigação determine se as acusações são compatíveis com os fatos.
“Eu não posso aqui analisar sobre o si. Eu tenho que analisar sobre o fato concreto Então, tanto ele quanto o Tarcísio já negaram. (...) Ao abrir tudo isso, investiga-se e vê se é compatível com o que ele está dizendo”, declarou Caiado. Na avaliação dele, a Polícia Federal deve concluir o levantamento dos dados e esclarecer o que ocorreu.
Na quinta-feira (3), Kassab negou qualquer participação no suposto acordo relatado por Vorcaro e chamou o relato de "absolutamente fantasioso".
O Caiado ainda foi questionado sobre uma situação envolvendo seu governo em Goiás e a ampliação do limite para crédito consignado. O presidenciável negou que uma mudança na legislação estadual tenha sido feita para beneficiar o Banco Master e afirmou que a regra tinha alcance para todas as instituições habilitadas a oferecer crédito aos servidores.
Ao longo da sabatina, Caiado reforçou a defesa de transparência nas investigações envolvendo políticos. Ele afirmou que informações sob sigilo deveriam ser divulgadas para que os eleitores tenham conhecimento de eventuais acusações antes das eleições.
"Eu defendo essa tese e venho solicitando isso ao Supremo: que realmente quebre o sigilo de tudo. Que a pessoa tome conhecimento do que está lá e faça seu pré-julgamento. Por quê? Porque uma pesquisa recente apontou que 75% dos eleitores, hoje, ao saberem do envolvimento de seus candidatos, mudariam o voto. Então, veja: você pode ter uma eleição que não seja compatível com a vontade do eleitor e em que o eleitor se sinta, amanhã, traído, enganado ou privado da informação que gostaria de ter", disse.
Caiado defende investigação sobre suposta propina a KassabEm contrapartida, candidato à Presidência destacou que seu vice já negou as acusações apresentadas por Vorcaro em delaçãoBrasil2026-09-04T16:55:21.900ZO candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta sexta-feira (4) uma investigação envolvendo seu candidato a vice, Gilberto Kassab. Caiado, porém, ressaltou que Kassab já negou as acusações apresentadas em uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre fraudes no Banco Master. O fundador do Master afirmou na proposta que os R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro teriam sido contrapartidas financeiras de um suposto “ajuste indevido” envolvendo Kassab. Ao ser perguntado sobre a suposta propina articulada por Kassab, Caiado disse que seu vice já negou as acusações, mas defendeu uma apuração. "Tem que abrir todas as informações, e tanto ele quanto o Tarcísio já negaram. Então, o que eu estou dizendo aqui é compatível com o que você está perguntando, ou seja, é que abra tudo, que realmente não fique dentro de uma posição, mas que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não", afirmou, durante sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. Questionado se o caso deve ser investigado, ele respondeu prontamente: "Lógico, 100%. Aqui não tem uma situação que seja para um ou para outro. É o que eu tenho dito, tá certo? Roubar com a mão direita ou roubar com a mão esquerda, é ladrão, tá certo? Não tem diferença. O pau que dá em Chico, dá no Francisco." Caiado também rejeitou a ideia de que a negativa de Kassab seria suficiente para encerrar o caso. Segundo o candidato, é necessário tornar públicas as informações e permitir que a investigação determine se as acusações são compatíveis com os fatos. “Eu não posso aqui analisar sobre o si. Eu tenho que analisar sobre o fato concreto Então, tanto ele quanto o Tarcísio já negaram. (...) Ao abrir tudo isso, investiga-se e vê se é compatível com o que ele está dizendo”, declarou Caiado. Na avaliação dele, a Polícia Federal deve concluir o levantamento dos dados e esclarecer o que ocorreu. Na quinta-feira (3), Kassab negou qualquer participação no suposto acordo relatado por Vorcaro e chamou o relato de "absolutamente fantasioso". O Caiado ainda foi questionado sobre uma situação envolvendo seu governo em Goiás e a ampliação do limite para crédito consignado. O presidenciável negou que uma mudança na legislação estadual tenha sido feita para beneficiar o Banco Master e afirmou que a regra tinha alcance para todas as instituições habilitadas a oferecer crédito aos servidores. Ao longo da sabatina, Caiado reforçou a defesa de transparência nas investigações envolvendo políticos. Ele afirmou que informações sob sigilo deveriam ser divulgadas para que os eleitores tenham conhecimento de eventuais acusações antes das eleições. "Eu defendo essa tese e venho solicitando isso ao Supremo: que realmente quebre o sigilo de tudo. Que a pessoa tome conhecimento do que está lá e faça seu pré-julgamento. Por quê? Porque uma pesquisa recente apontou que 75% dos eleitores, hoje, ao saberem do envolvimento de seus candidatos, mudariam o voto. Então, veja: você pode ter uma eleição que não seja compatível com a vontade do eleitor e em que o eleitor se sinta, amanhã, traído, enganado ou privado da informação que gostaria de ter", disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caiado-defende-investigacao-sobre-suposta-propina-a-kassab
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