Tarcísio chama de 'ridícula' acusação de propina de Vorcaro
Governador nega relação com ex-banqueiro após UOL revelar proposta de delação que associa doações de 2022 a suposto acordo envolvendo Kassab
Emanuelle Menezes
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como uma "ilação que beira o ridículo" o relato atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre doações feitas às campanhas dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
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A declaração foi dada nesta quinta-feira (3), logo após uma reportagem publicada pelo UOL revelar trechos de uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro e rejeitada pela Polícia Federal.
O ex-dono do Master afirmou na proposta que R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Tarcísio e Bolsonaro teriam sido contrapartidas financeiras de um suposto "ajuste indevido" envolvendo Gilberto Kassab, presidente do PSD.
"Acho que é uma ilação que beira o ridículo, né? Imaginar que eu vou pedir algum favorecimento, ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento, é uma coisa que não faz o menor sentido", afirmou.
O governador também disse que nunca se encontrou com Vorcaro nem com Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e responsável pelas doações eleitorais mencionadas na reportagem.
"Quantas vezes eu estive com o Vorcaro, com o Zettel? Nunca, nem conheço. Veja se eu apareço em alguma comunicação deles, se eu estou no celular deles, se tem um áudio meu, se tem alguma coisa. Nada. Quantas agendas eles tiveram no governo do Estado de São Paulo? Nenhuma. Então, é uma coisa que não faz o menor sentido, é um absurdo essa ilação", declarou.
Zettel doou oficialmente R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. Essa informação está disponível nas prestações de contas dos dois candidatos nas campanhas de 2022.
Ainda segundo o site, o ex-banqueiro teria afirmado que as doações faziam parte de uma negociação para garantir a continuidade do Credcesta no governo Tarcísio. O produto é um cartão de crédito consignado para servidores públicos operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Banco Master e ligada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
Lima teria buscado garantir a permanência do negócio diante da perspectiva de vitória de Tarcísio na eleição de 2022 e se aproximado de Kassab, que apoiava o então candidato ao governo paulista. O sócio teria, então, informado Vorcaro sobre um suposto "ajuste indevido" com o presidente do PSD.
Gilberto Kassab também negou qualquer participação no suposto acordo relatado por Vorcaro e chamou o relato de "absolutamente fantasioso".
"Eu nem apoiei o Bolsonaro para presidente e nunca tive nenhuma relação com Vorcaro e, muito menos, com doação para campanha vinculada a eles. Portanto, que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe. Uma ilação ou uma ação de má-fé, estou muito tranquilo", afirmou.
Tarcísio chama de 'ridícula' acusação de propina de VorcaroGovernador nega relação com ex-banqueiro após UOL revelar proposta de delação que associa doações de 2022 a suposto acordo envolvendo KassabPolítica2026-09-04T13:59:12.311ZO governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como uma "ilação que beira o ridículo" o relato atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre doações feitas às campanhas dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. A declaração foi dada nesta quinta-feira (3), logo após uma reportagem publicada pelo UOL revelar trechos de uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro e rejeitada pela Polícia Federal. O ex-dono do Master afirmou na proposta que R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Tarcísio e Bolsonaro teriam sido contrapartidas financeiras de um suposto "ajuste indevido" envolvendo Gilberto Kassab, presidente do PSD. "Acho que é uma ilação que beira o ridículo, né? Imaginar que eu vou pedir algum favorecimento, ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento, é uma coisa que não faz o menor sentido", afirmou. O governador também disse que nunca se encontrou com Vorcaro nem com Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e responsável pelas doações eleitorais mencionadas na reportagem. "Quantas vezes eu estive com o Vorcaro, com o Zettel? Nunca, nem conheço. Veja se eu apareço em alguma comunicação deles, se eu estou no celular deles, se tem um áudio meu, se tem alguma coisa. Nada. Quantas agendas eles tiveram no governo do Estado de São Paulo? Nenhuma. Então, é uma coisa que não faz o menor sentido, é um absurdo essa ilação", declarou. Zettel doou oficialmente R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. Essa informação está disponível nas prestações de contas dos dois candidatos nas campanhas de 2022. Ainda segundo o site, o ex-banqueiro teria afirmado que as doações faziam parte de uma negociação para garantir a continuidade do Credcesta no governo Tarcísio. O produto é um cartão de crédito consignado para servidores públicos operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Banco Master e ligada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro. Lima teria buscado garantir a permanência do negócio diante da perspectiva de vitória de Tarcísio na eleição de 2022 e se aproximado de Kassab, que apoiava o então candidato ao governo paulista. O sócio teria, então, informado Vorcaro sobre um suposto "ajuste indevido" com o presidente do PSD. Gilberto Kassab também negou qualquer participação no suposto acordo relatado por Vorcaro e chamou o relato de "absolutamente fantasioso". "Eu nem apoiei o Bolsonaro para presidente e nunca tive nenhuma relação com Vorcaro e, muito menos, com doação para campanha vinculada a eles. Portanto, que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe. Uma ilação ou uma ação de má-fé, estou muito tranquilo", afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tarcisio-chama-de-ridicula-acusacao-de-propina-de-vorcaro
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