Síria começa a destruir armas químicas da era Assad
Utilização deste tipo de armamento é enquadrada como crime de guerra pela jurisdição internacional
A
André de Sena, com informações da Reuters
Bashar al-Assad durante entrevista 1º de julho de 2016 | SANA/Divulgação via reuters
A Síria começou a destruir armas químicas que faziam parte de um programa clandestino da época em que o ditador Bashar al-Assad, que comandou o país de 2000 a 2024, estava no poder. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) por um enviado do governo sírio e um representante da ONU (Organização das Nações Unidas).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Os armamentos, bem como matérias-primas usadas para fabricá-los, foram encontrados em maio. O material incluía munições semelhantes àquelas utilizadas em ataques letais contra rebeldes durante a guerra civil síria, que durou de 2011 a 2024 e se encerrou com a queda de Assad.
🔎 O uso de armas químicas é enquadrado como crime de guerra pelo Estatuto de Roma, que faz parte da jurisdição do Tribunal Penal Internacional.
A Alta Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, disse, durante uma reunião do Conselho de Segurança na quinta-feira (3) que essa é a primeira vez desde 2014 que a OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas) constatou a destruição desse tipo de munição no país.
De acordo com Nakamitsu, as descobertas recentes feitas pelo governo sírio incluem "uma instalação adicional de produção de armas químicas, um produto químico recém-descoberto usado na produção de agentes nervosos e munições químicas vazias", além de "dois depósitos de armas químicas onde os produtos químicos recém-descobertos estavam armazenados".
Embora a informação de que os armamentos estavam sendo destruídos tenha se tornado pública em setembro, a OPAQ já havia enviado uma equipe à Síria no mês passado para acompanhar a eliminação de munições não carregadas e equipamentos para fazer o lançamento dos projéteis com substâncias químicas. Segundo Nakamitsu, na ocasião ocorreu ""a destruição irreversível de 42 bombas aéreas".
Críticas a Israel
O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, disse ao Conselho que Damasco está "protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho". No entanto, ele criticou duramente os ataques feitos pelo exército de Israel, que continua a bombardear alvos na Síria mesmo após a queda de Assad, que fugiu a Rússia quando os rebeldes tomaram o poder, em dezembro de 2024.
Segundo Olabi, as ofensivas israelenses impediram algumas operações de busca e destruição de armas químicas. "Não podemos salvaguardar a segurança da região se a nossa segurança estiver exposta a ataques por parte de Israel, que está a desrespeitar a segurança da região em geral e a violar as convenções e tratados de que falamos", disse. As Forças de Defesa De Israel não responderam às declarações do embaixador.
O representante da Síria na ONU também afirmou que o país está se preparando para realizar a primeira audiência judicial de pessoas acusadas de envolvimento no programa de armas químicas. No início deste ano, as detiveram 18 suspeitos. Entre eles há militares, políticos e técnicos de alto escalão.
Síria começa a destruir armas químicas da era AssadUtilização deste tipo de armamento é enquadrada como crime de guerra pela jurisdição internacionalMundo2026-09-04T13:42:10.500ZA Síria começou a destruir armas químicas que faziam parte de um programa clandestino da época em que o ditador Bashar al-Assad, que comandou o país de 2000 a 2024, estava no poder. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) por um enviado do governo sírio e um representante da ONU (Organização das Nações Unidas). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Cliquee siga o canal do SBT News. Os armamentos, bem como matérias-primas usadas para fabricá-los, foram encontrados em maio. O material incluía munições semelhantes àquelas utilizadas em ataques letais contra rebeldes durante a guerra civil síria, que durou de 2011 a 2024 e se encerrou com a queda de Assad. 🔎 O uso de armas químicas é enquadrado como crime de guerra pelo Estatuto de Roma, que faz parte da jurisdição do Tribunal Penal Internacional. A Alta Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, disse, durante uma reunião do Conselho de Segurança na quinta-feira (3) que essa é a primeira vez desde 2014 que a OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas) constatou a destruição desse tipo de munição no país. De acordo com Nakamitsu, as descobertas recentes feitas pelo governo sírio incluem "uma instalação adicional de produção de armas químicas, um produto químico recém-descoberto usado na produção de agentes nervosos e munições químicas vazias", além de "dois depósitos de armas químicas onde os produtos químicos recém-descobertos estavam armazenados". Embora a informação de que os armamentos estavam sendo destruídos tenha se tornado pública em setembro, a OPAQ já havia enviado uma equipe à Síria no mês passado para acompanhar a eliminação de munições não carregadas e equipamentos para fazer o lançamento dos projéteis com substâncias químicas. Segundo Nakamitsu, na ocasião ocorreu ""a destruição irreversível de 42 bombas aéreas". Críticas a Israel O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, disse ao Conselho que Damasco está "protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho". No entanto, ele criticou duramente os , que continua a bombardear alvos na Síria mesmo após a queda de Assad, que fugiu a Rússia quando os rebeldes tomaram o poder, em dezembro de 2024. Segundo Olabi, as ofensivas israelenses impediram algumas operações de busca e destruição de armas químicas. "Não podemos salvaguardar a segurança da região se a nossa segurança estiver exposta a ataques por parte de Israel, que está a desrespeitar a segurança da região em geral e a violar as convenções e tratados de que falamos", disse. As Forças de Defesa De Israel não responderam às declarações do embaixador. O representante da Síria na ONU também afirmou que o país está se preparando para realizar a primeira audiência judicial de pessoas acusadas de envolvimento no programa de armas químicas. No início deste ano, as detiveram 18 suspeitos. Entre eles há militares, políticos e técnicos de alto escalão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/siria-comeca-a-destruir-armas-quimicas-da-era-assad
Operação da PF mira fraudes em registros de armas de CACs
Responsáveis pelo esquema usavam documentos falsos, repetidos ou incompatíveis com as exigências legais; agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisão