Operação da PF mira fraudes em registros de armas de CACs
Responsáveis pelo esquema usavam documentos falsos, repetidos ou incompatíveis com as exigências legais; agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisão
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Felipe Moraes
Investigação aponta que um colaborador terceirizado teria aprovado requerimentos com documentos falsos | Divulgação/PF
Um esquema de fraudes em registros de armas de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) foi alvo da operação Polaridade, da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (4).
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Agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisão e 26 de busca e apreensão, contra pessoas físicas e empresas em cidades do Rio de Janeiro e no município de Vila Velha (ES).
No RJ, ordens judiciais miraram alvos em: Duque de Caxias, Macaé, Magé, Maricá, Niterói, Pinheiral, Rio de Janeiro (bairros de Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba), São João de Meriti e Volta Redonda.
O grupo é suspeito de fraudar procedimentos administrativos relativos tanto à aquisição quanto ao registro de armas no Sinarm-CAC, sistema da PF.
Apurações também apontaram "possíveis vínculos" entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial | Divulgação/PF
Investigações começaram após a descoberta de inconsistências em processos analisados na Delegacia da PF em Niterói.
Segundo a PF, Um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas, "teria aprovado requerimentos desprovidos de documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais".
Investigadores notaram padrões como repetição de documentos entre diferentes solicitantes de registro, utilização de comprovantes de residência falsificados e ausência de documentos considerados indispensáveis, "além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos — inclusive de uso restrito".
Apurações também apontaram "possíveis vínculos" entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial.
"As diligências prosseguirão para identificar todos os envolvidos, apurar eventuais conexões com organizações criminosas e responsabilizar os autores dos fatos", afirmou a Polícia Federal.
Suspeitos poderão responder por crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.
Operação da PF mira fraudes em registros de armas de CACsResponsáveis pelo esquema usavam documentos falsos, repetidos ou incompatíveis com as exigências legais; agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisãoBrasil2026-09-04T11:04:12.435ZUm esquema de fraudes em registros de armas de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) foi alvo da operação Polaridade, da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (4). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisão e 26 de busca e apreensão, contra pessoas físicas e empresas em cidades do Rio de Janeiro e no município de Vila Velha (ES). No RJ, ordens judiciais miraram alvos em: Duque de Caxias, Macaé, Magé, Maricá, Niterói, Pinheiral, Rio de Janeiro (bairros de Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba), São João de Meriti e Volta Redonda. O grupo é suspeito de fraudar procedimentos administrativos relativos tanto à aquisição quanto ao registro de armas no Sinarm-CAC, sistema da PF. Investigações começaram após a descoberta de inconsistências em processos analisados na Delegacia da PF em Niterói. Segundo a PF, Um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas, "teria aprovado requerimentos desprovidos de documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais". Investigadores notaram padrões como repetição de documentos entre diferentes solicitantes de registro, utilização de comprovantes de residência falsificados e ausência de documentos considerados indispensáveis, "além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos — inclusive de uso restrito". Apurações também apontaram "possíveis vínculos" entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial. "As diligências prosseguirão para identificar todos os envolvidos, apurar eventuais conexões com organizações criminosas e responsabilizar os autores dos fatos", afirmou a Polícia Federal. Suspeitos poderão responder por crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-da-pf-mira-fraudes-em-registros-de-armas-de-ca-cs