Rússia ataca sede do Serviço de Segurança da Ucrânia
Informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky; pelo menos sete pessoas se feriram
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André de Sena, com informações da Reuters
Bombeiros atuam no prédio da sede do Serviço de Segurança da Ucrânia | Gleb Garanich/Reuters
Um ataque aéreo russo realizado nesta sexta-feira (4) atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, no centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma postagem nas redes sociais.
“Infelizmente, um drone russo atingiu o prédio central do Serviço de Segurança da Ucrânia na rua Volodymyrska, em Kiev, em frente à catedral de Santa Sofia”, escreveu. Segundo ele, o alvo do ataque era o escritório do chefe da agência, Oleksandr Poklad, que não foi atingido. Mesmo assim, pelo menos outras sete pessoas ficaram feridas.
O Serviço de Segurança é a agência de contraespionagem da Ucrânia. Ela coordena ataques com drones e sabotagem contra a infraestrutura russa, além de documentar e investigar crimes de guerra cometidos pelas forças de Moscou.
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Essa sexta-feira (4) é onono dia ininterrupto de agressões russas contra a capital ucraniana. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), um importante depósito de suprimentos médicos humanitários mantido pela agência nos arredores de Kiev foi atingido durante a madrugada.
“O acesso ao local continua restrito devido à fumaça intensa e a questões de segurança, enquanto avaliações de possíveis danos e perdas de estoque estão em andamento. Nenhum funcionário da OMS foi afetado”, disse Christian Lindmeier, porta-voz da agência.
Essa não é a primeira vez que um prédio da OMS na Ucrânia é alvo de um ataque russo. Em agosto, um depósito localizado na cidade de Dnipro, no sul do país, foi atingido. Na ocasião, foi destruída metade dos suprimentos e equipamentos médicos destinados a apoiar cerca de 225 mil pessoas que vivem em áreas de linha de frente e de difícil acesso.
Em julho, outro depósito, também localizado nas proximidades de Kiev, foi danificado. “Os ataques fazem parte de um padrão mais amplo que afeta as operações humanitárias em todo o país. Em 2026, pelo menos 20 ataques atingiram depósitos que guardavam suprimentos humanitários, incluindo 15 ataques a locais com suprimentos humanitários relacionados à saúde”, afirmou Lindmeier
Tentativa de negociação
A agência de notícias russa Tass noticiou que os enviados especiais do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, devem visitar a Rússia e a Ucrânia neste final de semana. Questionado pela imprensa local, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não confirmou a informação. "Não farei nenhum anúncio agora, mas informaremos vocês quando esses contatos ocorrerem", respondeu.
Uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters disse, sob condição de anonimato, que os russos não querem que Witkoff e Kushner visitem Kiev. "Estão tentando fazê-los mudar de ideia", afirmou.
Desde que receberam de Trump a missão de intermediar conversas para firmar um acordo de paz, a dupla não visitou a Ucrânia nenhuma vez. Mas os dois já viajaram juntos à Rússia em duas ocasiões, em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Rússia ataca sede do Serviço de Segurança da UcrâniaInformação foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky; pelo menos sete pessoas se feriramMundo2026-09-04T15:08:37.908ZUm ataque aéreo russo realizado nesta sexta-feira (4) atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, no centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma postagem nas redes sociais. “Infelizmente, um drone russo atingiu o prédio central do Serviço de Segurança da Ucrânia na rua Volodymyrska, em Kiev, em frente à catedral de Santa Sofia”, escreveu. Segundo ele, o alvo do ataque era o escritório do chefe da agência, Oleksandr Poklad, que não foi atingido. Mesmo assim, pelo menos outras sete pessoas ficaram feridas. O Serviço de Segurança é a agência de contraespionagem da Ucrânia. Ela coordena ataques com drones e sabotagem contra a infraestrutura russa, além de documentar e investigar crimes de guerra cometidos pelas forças de Moscou. Essa sexta-feira (4) é o nono dia ininterrupto de agressões russas contra a capital ucraniana. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), um importante depósito de suprimentos médicos humanitários mantido pela agência nos arredores de Kiev foi atingido durante a madrugada. “O acesso ao local continua restrito devido à fumaça intensa e a questões de segurança, enquanto avaliações de possíveis danos e perdas de estoque estão em andamento. Nenhum funcionário da OMS foi afetado”, disse Christian Lindmeier, porta-voz da agência. Essa não é a primeira vez que um prédio da OMS na Ucrânia é alvo de um ataque russo. Em agosto, um depósito localizado na cidade de Dnipro, no sul do país, foi atingido. Na ocasião, foi destruída metade dos suprimentos e equipamentos médicos destinados a apoiar cerca de 225 mil pessoas que vivem em áreas de linha de frente e de difícil acesso. Em julho, outro depósito, também localizado nas proximidades de Kiev, foi danificado. “Os ataques fazem parte de um padrão mais amplo que afeta as operações humanitárias em todo o país. Em 2026, pelo menos 20 ataques atingiram depósitos que guardavam suprimentos humanitários, incluindo 15 ataques a locais com suprimentos humanitários relacionados à saúde”, afirmou Lindmeier Tentativa de negociação A agência de notícias russa Tass noticiou que os enviados especiais do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, devem visitar a Rússia e a Ucrânia neste final de semana. Questionado pela imprensa local, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não confirmou a informação. "Não farei nenhum anúncio agora, mas informaremos vocês quando esses contatos ocorrerem", respondeu. na segunda-feira (31). Naquele dia, Zelensky afirmou que eles estavam "se preparando para uma reunião e comunicação com o lado russo, bem como para uma visita à Ucrânia". Uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters disse, sob condição de anonimato, que os russos não querem que Witkoff e Kushner visitem Kiev. "Estão tentando fazê-los mudar de ideia", afirmou. Desde que receberam de Trump a missão de intermediar conversas para firmar um acordo de paz, a dupla não visitou a Ucrânia nenhuma vez. Mas os dois já viajaram juntos à Rússia em duas ocasiões, em dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Na ocasião, os dois países não chegaram a um consenso. O Kremlin quer que os ucranianos cedam os territórios de todas as regiões ocupadas e se comprometam a não ingressarem na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental. A Ucrânia não concorda com os termos apresentados pelos russos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/russia-ataca-sede-do-servico-de-seguranca-da-ucrania
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