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Roberta Luchsinger rebate rótulo de lobista e cita PF

Investigada comentou documento da PF, sem valor probatório, que aponta falta de provas de que ela sabia que recursos recebidos vinham de fraude do INSS

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Caroline Vale
Roberta Luchsinger | Reprodução/Instagram

Roberta Luchsinger | Reprodução/Instagram

Roberta Luchsinger se manifestou nesta sexta-feira (4) após a divulgação de informações de um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) relacionado às investigações dos casos Master e INSS. No documento, a PF aponta que não haveria elementos para vincular Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, às fraudes nos descontos associativos e afirma que não há como provar que Roberta tinha conhecimento de que valores recebidos de pessoas investigadas no caso "provinham de fraude nos descontos associativos".

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Em sua manifestação, Roberta afirmou que não pretende transformar o caso em um debate público e citou um trecho do próprio relatório da PF. Em seguida, reproduziu a avaliação da corporação de que "a peça efetivamente dedica espaço à consolidação de referências a esse mesmo terceiro, admitindo não haver lastro para vinculá-lo. A denominação, se confirmada, (...) passaria a corroborar orientação investigativa não declarada".

Roberta também criticou a forma como é apresentada na cobertura jornalística. "Enquanto a mídia me trata como 'lobista' os demais homens citados tem a prerrogativa de serem 'empresários'", afirmou.

"É preciso estar atenta para que o legítimo direito à informação não reproduza padrões de misoginia que historicamente submetem mulheres a uma espécie de julgamento moral paralelo, no qual sua vida, sua personalidade e sua condição de mulher passam a ocupar o lugar dos fatos e das provas", escreveu.

A lobista também defendeu sua atuação profissional na área da saúde pública. Segundo ela, seu trabalho teve como objetivo "contribuir para a melhoria da saúde pública, ampliar o acesso dos pacientes aos tratamentos e buscar soluções mais eficientes para o uso dos recursos públicos".

"Dentro desse trabalho, defendi a necessidade de revisão e modernização das normas da Anvisa relacionadas aos produtos derivados de Cannabis e ao canabidiol. Não se tratava de defender interesses particulares, mas de discutir uma realidade que já existia: pacientes recorrendo à Justiça para obter seus tratamentos, compras públicas fragmentadas e a necessidade de aperfeiçoar a regulamentação sanitária. A própria evolução regulatória demonstrou que essa discussão era necessária", completou.

Ao concluir a publicação, Roberta disse que pretende preservar a família e a vida pessoal. "Tenho a serenidade de quem sabe que acusações devem ser examinadas com responsabilidade, à luz dos fatos, das provas e do devido processo legal - e não a partir de preconceitos, estereótipos, ilações ou julgamentos antecipados", declarou.

O relatório citado no contexto da manifestação foi produzido pela PF como documento de inteligência e, conforme ressalva da própria corporação, tem difusão restrita, não possui caráter decisório e não tem valor probatório.

O material foi mencionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao pedir uma investigação contra o ministro André Mendonça por “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. A PF apontou no documento possíveis diferenças no tratamento dado a investigados e mencionou referências a Lulinha e Roberta Luchsinger.

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