Zelensky conversa com representantes dos EUA por telefone
Presidente ucraniano discutiu formas de pressionar a Rússia a dar um fim à guerra; norte-americanos planejam visitar Kiev em breve
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André de Sena, com informações da Reuters
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Divulgação/governo ucraniano
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comunicou que teve uma conversa por telefone nesta segunda-feira (31) com os representantes do governo dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner. A dupla tenta intermediar negociações para colocar um fim à guerra entre Ucrânia e Rússia.
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Zelensky afirmou que eles estão "se preparando para uma reunião e comunicação com o lado russo, bem como para uma visita à Ucrânia". Na conversa telefônica, o líder ucraniano também informou aos norte-americanos sobre os ataques do Kremlin contra Kiev, além de discutir "o que pode ser feito para encorajar a Rússia a definir um rumo para o fim da guerra".
“Por enquanto, infelizmente, todas as avaliações de inteligência – tanto as nossas quanto as de nossos parceiros – e todos os sinais vindos da Rússia indicam que o líder russo ainda quer a guerra. Mesmo num momento em que, aliás, a grande maioria da sua própria sociedade concordaria em cessar-fogo na linha de frente", disse Zelensky.
Mesmo diante da postura russa de querer dar continuidade ao conflito, o presidente da Ucrânia acredita que “setembro poderá trazer muitas mudanças”.
Reuniões trilaterais
Witkoff e Kushner representaram Washington nas três reuniões trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos que foram realizadas em janeiro e fevereiro de 2026. As duas primeiras rodadas ocorreram em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e a terceira, em Genebra, na Suíça. Embora os encontros tenham levado a uma troca de prisioneiros, as partes não conseguiram chegar a um entendimento sobre um acordo de paz, nem sequer a um cessar-fogo.
Steve Witkoff e Jared Kushner | Reuters/Redes Sociais
O principal ponto de discordância foi em relação à cessão de territórios. O Kremlin exigia que o governo ucraniano cedesse as áreas da região de Donbas que ainda não haviam sido invadidas pelas tropas russas. A Ucrânia, por outro lado, se recusava a reconhecer que a Rússia tem soberania sobre as zonas ocupadas.
Além disso, o governo russo queria que os ucranianos desistissem de entrar na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar da qual participam os Estados Unidos e as principais potências da Europa Ocidental, como Reino Unido e França. Já Kiev buscava obter garantias de segurança de Washington e dos seus aliados europeus para evitar que a Rússia voltasse a atacar seu território no futuro.
O último encontro trilateral ocorreu em Genebra nos dias 17 e 18 de fevereiro. Depois disso, Washington manteve conversas com Kiev e Moscou, mas representantes dos três países não voltaram a se reunir simultaneamente.
Ataques continuam
Enquanto os dois lados não chegam a um acordo diplomático, o conflito, que já dura há quatro anos e meio, continua. Nos últimos dias, as Forças Armadas russas vêm intensificando ataques com drones contra o território ucraniano. Entre os alvos, estão depósitos pertencentes a redes de supermercados ucranianas onde são armazenados alimentos.
Nessa segunda-feira (31), os moradores de Kiev avistaram uma densa fumaça sobre a cidade, após um ataque russo contra armazéns provocar incêndios na vila de Stoianka, que fica próxima da capital do país. As autoridades aconselharam a população a fechar as janelas, limitar o tempo ao ar livre e usar purificadores de ar, se possível.
Fumaça causada por ataque russo conra a vila ucraniana de Stoianka, nas proximidades de Kiev | Reprodução/Reuters
Em uma postagem feita na rede social X neste domingo (30), Zelensky pediu que os países aliados à Ucrânia imponham mais sanções contra a infraestrutura militar russa. "A grande maioria das armas que o agressor usa para aterrorizar cidades e comunidades ucranianas simplesmente não funciona sem milhares e milhares de componentes, produtos químicos e máquinas-ferramenta estrangeiros", escreveu.
Zelensky conversa com representantes dos EUA por telefonePresidente ucraniano discutiu formas de pressionar a Rússia a dar um fim à guerra; norte-americanos planejam visitar Kiev em breveMundo2026-08-31T20:16:08.492ZO presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comunicou que teve uma conversa por telefone nesta segunda-feira (31) com os representantes do governo dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner. A dupla tenta intermediar negociações para colocar um fim à guerra entre Ucrânia e Rússia. Zelensky afirmou que eles estão "se preparando para uma reunião e comunicação com o lado russo, bem como para uma visita à Ucrânia". Na conversa telefônica, o líder ucraniano também informou aos norte-americanos sobre os ataques do Kremlin contra Kiev, além de discutir "o que pode ser feito para encorajar a Rússia a definir um rumo para o fim da guerra". “Por enquanto, infelizmente, todas as avaliações de inteligência – tanto as nossas quanto as de nossos parceiros – e todos os sinais vindos da Rússia indicam que o líder russo ainda quer a guerra. Mesmo num momento em que, aliás, a grande maioria da sua própria sociedade concordaria em cessar-fogo na linha de frente", disse Zelensky. Mesmo diante da postura russa de querer dar continuidade ao conflito, o presidente da Ucrânia acredita que “setembro poderá trazer muitas mudanças”. Reuniões trilaterais Witkoff e Kushner representaram Washington nas três reuniões trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos que foram realizadas em janeiro e fevereiro de 2026. e a terceira, em Genebra, na Suíça. Embora os encontros tenham levado a uma troca de prisioneiros, as partes não conseguiram chegar a um entendimento sobre um acordo de paz, nem sequer a um cessar-fogo. O principal ponto de discordância foi em relação à cessão de territórios. O Kremlin exigia que o governo ucraniano cedesse as áreas da região de Donbas que ainda não haviam sido invadidas pelas tropas russas. A Ucrânia, por outro lado, se recusava a reconhecer que a Rússia tem soberania sobre as zonas ocupadas. Além disso, o governo russo queria que os ucranianos desistissem de entrar na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar da qual participam os Estados Unidos e as principais potências da Europa Ocidental, como Reino Unido e França. Já Kiev buscava obter garantias de segurança de Washington e dos seus aliados europeus para evitar que a Rússia voltasse a atacar seu território no futuro. O último encontro trilateral ocorreu em Genebra nos dias 17 e 18 de fevereiro. Depois disso, Washington manteve conversas com Kiev e Moscou, mas representantes dos três países não voltaram a se reunir simultaneamente. Ataques continuam Enquanto os dois lados não chegam a um acordo diplomático, o conflito, que já dura há quatro anos e meio, continua. Nos últimos dias, as Forças Armadas russas vêm intensificando ataques com drones contra o território ucraniano. Entre os alvos, estão depósitos pertencentes a redes de supermercados ucranianas onde são armazenados alimentos. Nessa segunda-feira (31), os moradores de Kiev avistaram uma densa fumaça sobre a cidade, após um ataque russo contra armazéns provocar incêndios na vila de Stoianka, que fica próxima da capital do país. As autoridades aconselharam a população a fechar as janelas, limitar o tempo ao ar livre e usar purificadores de ar, se possível. Em uma postagem feita na rede social X neste domingo (30), Zelensky pediu que os países aliados à Ucrânia imponham mais sanções contra a infraestrutura militar russa. "A grande maioria das armas que o agressor usa para aterrorizar cidades e comunidades ucranianas simplesmente não funciona sem milhares e milhares de componentes, produtos químicos e máquinas-ferramenta estrangeiros", escreveu. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/zelensky-conversa-com-representantes-dos-eua-por-telefone
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