PGR fecha delação com empresário do caso Dark Horse
Acordo com Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos e Participações, foi enviado ao ministro do STF André Mendonça e aguarda homologação

Antônio Carlos Freixo Júnior é dono da Entre Investimentos e Participações, utilizada para financiar o filme "Dark Horse" | Créditos: Divulgação/Entrepay e Reprodução
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, investigado no Caso Master e em apurações sobre o financiamento do filme "Dark Horse", longa biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O acordo já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda a análise do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Master e ao financiamento do filme.
Freixo é dono da Entre Investimentos e Participações e também foi CEO do Conglomerado Entrepay. Em fevereiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de instituições integrantes da Entrepay.
Freixo também aparece nas investigações sobre os recursos destinados à produção de "Dark Horse". A Entre Investimentos e Participações teria sido utilizada em repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
Os recursos teriam sido enviados ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, que administrava valores destinados ao projeto e os encaminhava à Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa. O fundo teria entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Segundo apurou o SBT News, a colaboração é resultado de meses de negociação entre a PGR e a defesa de Freixo, principalmente em torno dos anexos da delação. Esses documentos funcionam como uma espécie de roteiro dos fatos sobre os quais o empresário se dispõe a prestar informações e apresentar eventuais elementos de prova.
A PGR pediu a Mendonça que avalie a homologação do acordo. Nesta etapa, o ministro deverá verificar requisitos legais da colaboração, entre eles se a decisão de Freixo de colaborar foi tomada de forma voluntária. O relator não analisa, nesse momento, a veracidade ou o mérito das declarações e das provas que poderão ser apresentadas pelo empresário.
Fontes da PGR disseram ao SBT News que o acordo foi submetido ao STF antes mesmo da realização dos depoimentos por precaução jurídica. O objetivo é evitar futuros questionamentos ou risco de nulidade relacionados à voluntariedade do investigado.
























