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Caso Master: PF conclui 1º inquérito e prepara indiciamento

Relatório final passa por revisão, mas deve indiciar formalmente Daniel Vorcaro por supostos crimes financeiros

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Anita Prado, Jessica Cardoso
Fachada do Banco Master em Itaim Bibi (SP) | Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

Fachada do Banco Master em Itaim Bibi (SP) | Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso Master, considerado o maior escândalo de fraude bancária e financeira da história do país. Segundo apurou o SBT News, o relatório final já foi concluído e passa por revisão antes de ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A expectativa é de que o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o empresário Nelson Tanure sejam indiciados pela primeira vez no âmbito da investigação.

A medida é o ato formal pelo qual a autoridade policial conclui haver indícios suficientes de autoria e materialidade para atribuir a uma pessoa a prática de um crime.

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A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 17 de novembro de 2025 e resultou na prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, quando ele tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Desde então, a investigação avançou para dez fases e passou a apurar suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso irregular de fundos de investimento, corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas informatizados e descumprimento de práticas de governança.

As apurações também alcançaram autoridades. Entre elas estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

Vorcaro está preso preventivamente em regime fechado desde 4 de março de 2026. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a pedido da PF, sob a justificativa de que o investigado teria ameaçado testemunhas.

O ex-banqueiro teve duas tentativas de acordo de colaboração premiada rejeitadas. Recentemente, ele trocou de defesa e pode retomar as negociações.

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