Renan: se eleito, não cumprirei decisões de Moraes e Toffoli
Candidato à Presidência pelo Missão afirmou que seu eventual governo não reconhecerá legitimidade dos ministros do Supremo
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Ighor Nóbrega
Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão | Reprodução
Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, disse nesta quinta-feira (3) que, se eleito, não cumprirá decisões judiciais dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo Renan, seu eventual governo considerará os ministros como “ilegítimos”.
“Não vamos reconhecer, vencendo as eleições, nenhuma decisão que venha do Alexandre de Moraes tampouco do Dias Toffoli porque já consideramos eles como entes ilegítimos. Eles atendem basicamente os desejos de Daniel Vorcaro", declarou o candidato em coletiva de imprensa.
“Não há o que se fazer diante de uma instituição [STF] que não está fazendo mais o controle constitucional. É apenas uma bancada de negócios tentando se proteger para não ser presa. [...] O STF, para ter legitimidade, precisa expurgar Moraes e Toffoli”, completou.
Apesar de ser autor de pedidos de impeachment, Renan disse não acreditar no avanço desses processos. Ele afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai “jogar para debaixo do tapete” porque ele também estaria envolvido no escândalo do Master.
“Vamos amplificar nossas ações não só contra os ministros do STF, mas também contra o presidente do Senado. Vamos fazer campanha contra partidários e aliados dele no Amapá", afirmou.
Renan declarou que Vorcaro, mesmo preso, exerce grande influência nas eleições deste ano e que o ex-banqueiro se vê fora da cadeia tanto com a reeleição de Lula (PT) quanto com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no pleito de outubro.
“Daniel Vorcaro está mandando nas eleições brasileiras, inclusive essa briga que envolve os ministros do STF são determinadas pela vontade do Daniel Vorcaro. São brigas de facções internas que, em ambos os casos, atendem a interesses diferentes do Daniel Vorcaro: com o bolsonarismo de um lado e o petismo do outro. Em ambos os casos ele termina solto no próximo mandato”, analisou o candidato.
Para o fundador do MBL, o apoio da população a Cury é uma “declaração de protesto” que deve diminuir nas próximas semanas. Ele comparou a ascensão do adversário com a alta de Marina Silva nas eleições de 2014.
“O Cury é um candidato que foi colocado por um partido de aluguel, chamado Avante, que vota com a base do governo Lula, mas que se o governo fosse do Bolsonaro, ele votaria com o base do Bolsonaro”, declarou.
Renan: se eleito, não cumprirei decisões de Moraes e ToffoliCandidato à Presidência pelo Missão afirmou que seu eventual governo não reconhecerá legitimidade dos ministros do SupremoPolítica2026-09-03T15:42:55.273ZRenan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, disse nesta quinta-feira (3) que, se eleito, não cumprirá decisões judiciais dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidenciável depois de inquérito da Polícia Federal indicar relação entre eles e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Renan, seu eventual governo considerará os ministros como “ilegítimos”. “Não vamos reconhecer, vencendo as eleições, nenhuma decisão que venha do Alexandre de Moraes tampouco do Dias Toffoli porque já consideramos eles como entes ilegítimos. Eles atendem basicamente os desejos de Daniel Vorcaro", declarou o candidato em coletiva de imprensa. “Não há o que se fazer diante de uma instituição [STF] que não está fazendo mais o controle constitucional. É apenas uma bancada de negócios tentando se proteger para não ser presa. [...] O STF, para ter legitimidade, precisa expurgar Moraes e Toffoli”, completou. Apesar de ser autor de pedidos de impeachment, Renan disse não acreditar no avanço desses processos. Ele afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai “jogar para debaixo do tapete” porque ele também estaria envolvido no escândalo do Master. “Vamos amplificar nossas ações não só contra os ministros do STF, mas também contra o presidente do Senado. Vamos fazer campanha contra partidários e aliados dele no Amapá", afirmou. Renan declarou que Vorcaro, mesmo preso, exerce grande influência nas eleições deste ano e que o ex-banqueiro se vê fora da cadeia tanto com a reeleição de Lula (PT) quanto com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no pleito de outubro. “Daniel Vorcaro está mandando nas eleições brasileiras, inclusive essa briga que envolve os ministros do STF são determinadas pela vontade do Daniel Vorcaro. São brigas de facções internas que, em ambos os casos, atendem a interesses diferentes do Daniel Vorcaro: com o bolsonarismo de um lado e o petismo do outro. Em ambos os casos ele termina solto no próximo mandato”, analisou o candidato. Crescimento de Cury nas pesquisas Renan Santos voltou a comentar sobre o avanço de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas presidenciais. O escritor na corrida eleitoral. Para o fundador do MBL, o apoio da população a Cury é uma “declaração de protesto” que deve diminuir nas próximas semanas. Ele comparou a ascensão do adversário com a alta de Marina Silva nas eleições de 2014. “O Cury é um candidato que foi colocado por um partido de aluguel, chamado Avante, que vota com a base do governo Lula, mas que se o governo fosse do Bolsonaro, ele votaria com o base do Bolsonaro”, declarou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/renan-se-eleito-nao-cumprirei-decisoes-de-moraes-e-toffoli
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