Oposição a Milei vem ao Brasil e pede reunião no Itamaraty
Integrantes do Congresso argentino desembarcam em Brasília na semana que vem e devem atuar como ‘bombeiros’ após os ataques de Javier Milei a Lula

Presidente da Argentina, Javier Milei | Reprodução/X (Twitter)
Parlamentares de oposição da Argentina desembarcam no Brasil na próxima semana e devem atuar como “bombeiros” após o estremecimento das relações entre os dois países. Integrantes do Congresso argentino, sob a liderança do deputado Nicolás Massot, pediram uma reunião no Itamaraty na próxima quarta-feira (2), segundo apurou a Coluna.
Depois de uma série de ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil rebaixou a relação diplomática com o país vizinho e deixou Buenos Aires sem um embaixador. O diálogo está sendo conduzido por um encarregado de negócios.
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Fontes do Itamaraty afirmaram que a agenda com os parlamentares argentinos ainda está sendo construída. Não há confirmação se eles serão recebidos pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ou por outra autoridade brasileira.
Milei veio ao Brasil em 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. Na ocasião, o presidente argentino declarou apoio ao senador contra Lula, chamou o petista de “ex-presidiário” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “lixo careca”.
O Itamaraty reagiu, chamou o episódio de “infamante” e classificou as frases de Milei como “impropérios”. Antes de rebaixar a relação diplomática, autoridades brasileiras tentaram conter o atrito, mas Milei continuou com ataques a Lula e acusou o Brasil de financiar uma campanha “anti-Argentina” na Copa do Mundo.
Nicolás Massot, que lidera a comitiva que vem ao Brasil, é um deputado de centro do partido Encuentro Federal e integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara argentina.
“A política externa da Argentina não pode estar submetida às afinidades pessoais de um presidente. O Brasil é o nosso principal parceiro comercial e geopolítico. A prioridade do nosso país deve ser consolidar esta aliança, e não atacá-la e destruí-la”, disse Massot nesta quarta-feira (26), durante uma sessão no Congresso do país vizinho.
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