Em sabatina no SBT News, candidato do PSOL disse que quer diminuir distância na remuneração entre o topo e a base dos servidores
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Roberta Russo, Túlio Amâncio, André de Sena
William Siri, candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro | Reprodução
O candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, William Siri, disse que, se eleito, pretende reajustar o salário dos policiais militares e civis que atuam no Estado. A declaração foi dada nesta sexta-feira (11) durante uma sabatina no SBT News.
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"Hoje no Estado do Rio de Janeiro, entre o topo e a base é uma distância muito grande salarial. Nós vamos diminuir [a distância] cada vez mais para valorizar esse policial.", explicou.
Ele também afirmou que os batalhões e delegacias estão sucateados, além de defender a realização de novos concursos para aumentar a quantidade de servidores da área de segurança pública. "Na própria lei da Polícia Militar, deveríamos ter 60 mil policiais militares. Sabe quantos nós temos hoje? 45 mil. É um déficit de 15 mil homens e mulheres. Na Polícia Civil deveria ter 17 mil policiais civis. Sabe quantos nós temos hoje? Nove mil", argumentou. Ele também prometeu criar "uma corregedoria externa para punir os maus policiais."
Quando questionado a respeito do combate ao tráfico e às milícias, Siri afirmou que as facções estão infiltradas no poder público, citando os casos dos ex-deputados estaduais Thiago Rangel, TH Joias e Rodrigo Bacellar, que perderam seus mandatos acusados de envolvimento com o crime organizado. Esse último era presidente da Assembleia Legislativa e recebeu apoio do PSOL para se reeleger ao cargo. "Não tenho a menor dúvida que foi um erro histórico do PSOL", lamentou.
Para combater o cenário de infiltração do crime organizado no poder público, o candidato defendeu "fazer cada vez mais convênios e parcerias com a Polícia Federal."
Siri criticou a forma como foi conduzida a megaoperação policial nos Complexos do Alemã e da Penha, em outubro de 2025, que deixou mais de 120 mortos. "No dia seguinte a polícia foi embora, não aconteceu nada. E o Comando Vermelho, tá todo mundo lá até hoje", disse.
Ele também prometeu "retomar todo o território do Estado do Rio de Janeiro de forma eficiente, mas jamais olhando cada comunidade, cada favela como território inimigo, como está sendo feito há 30 anos."
Além disso, o candidato foi questionado sobre desempenho ruim do PSOL nas pesquisas de intenção de votos. "São alguns Golias que temos que enfrentar", reconheceu, fazendo uma referência à uma passagem bíblica. Siri é evangélico. Mesmo diante dessas dificuldades, ele acredita que é possível alcançar o segundo turno da eleição.
Siri promete reajustar salário de policiais do RJEm sabatina no SBT News, candidato do PSOL disse que quer diminuir distância na remuneração entre o topo e a base dos servidoresPolítica2026-09-11T19:17:35.388ZO candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, William Siri, disse que, se eleito, pretende reajustar o salário dos policiais militares e civis que atuam no Estado. A declaração foi dada nesta sexta-feira (11) durante uma sabatina no SBT News. "Hoje no Estado do Rio de Janeiro, entre o topo e a base é uma distância muito grande salarial. Nós vamos diminuir [a distância] cada vez mais para valorizar esse policial.", explicou. Ele também afirmou que os batalhões e delegacias estão sucateados, além de defender a realização de novos concursos para aumentar a quantidade de servidores da área de segurança pública. "Na própria lei da Polícia Militar, deveríamos ter 60 mil policiais militares. Sabe quantos nós temos hoje? 45 mil. É um déficit de 15 mil homens e mulheres. Na Polícia Civil deveria ter 17 mil policiais civis. Sabe quantos nós temos hoje? Nove mil", argumentou. Ele também prometeu criar "uma corregedoria externa para punir os maus policiais." Quando questionado a respeito do combate ao tráfico e às milícias, Siri afirmou que as facções estão infiltradas no poder público, citando os casos dos ex-deputados estaduais Thiago Rangel, TH Joias e Rodrigo Bacellar, que perderam seus mandatos acusados de envolvimento com o crime organizado. Esse último era presidente da Assembleia Legislativa e recebeu apoio do PSOL para se reeleger ao cargo. "Não tenho a menor dúvida que foi um erro histórico do PSOL", lamentou. Para combater o cenário de infiltração do crime organizado no poder público, o candidato defendeu "fazer cada vez mais convênios e parcerias com a Polícia Federal." Siri criticou a forma como foi conduzida a megaoperação policial nos Complexos do Alemã e da Penha, em outubro de 2025, que deixou mais de 120 mortos. "No dia seguinte a polícia foi embora, não aconteceu nada. E o Comando Vermelho, tá todo mundo lá até hoje", disse. Ele também prometeu "retomar todo o território do Estado do Rio de Janeiro de forma eficiente, mas jamais olhando cada comunidade, cada favela como território inimigo, como está sendo feito há 30 anos." Além disso, o candidato foi questionado sobre "São alguns Golias que temos que enfrentar", reconheceu, fazendo uma referência à uma passagem bíblica. Siri é evangélico. Mesmo diante dessas dificuldades, ele acredita que é possível alcançar o segundo turno da eleição. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/siri-promete-reajustar-salario-de-policiais-do-rj