Ruas defende retomada de territórios controlados por facções
Em sabatina no SBT News, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL diz ser favorável a operações policiais em comunidades
A
Roberta Russo, Túlio Amâncio, André de Sena
O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL, Douglas Ruas, disse que quer retomar os territórios controlados pelo crime organizado. Ele afirmou que pretende "atacar a origem do problema e não apenas os sintomas". A declaração foi dada nesta quinta-feira (10) durante sabatina no SBT News.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Para colocar essa estratégia em prática, Ruas disse que "os policiais vão receber todo mapeamento que já existe no ISP (Instituto de Segurança Pública) das comunidades que estão sob domínio das facções" e que os agentes "serão gratificados" ao provar que aquelas localidades estão livres do crime organizado.
O candidato foi questionado sobre a operação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha em outubro do ano passado, que foi a mais letal da história do Brasil, com a morte de 117 suspeitos e cinco policiais. "Essa operação evidencia muito bem e desmonta uma mentira que diz que a polícia entra para matar. A polícia entra para cumprir ordem judicial. Quem escolhe o resultado final é o criminoso. Aqueles que quiseram ser presos foram presos. Os que resolveram enfrentar o estado tiveram o resultado morte", respondeu.
Ele afirmou que, caso seja eleito, em seu governo o estado vai entrar nas comunidades e "não mais vai sair". Ele defendeu a criação de um "gabinete permanente" junto com a prefeitura para levar serviços públicos a essas localidades.
Câmeras corporais
Antes de entrar na política, Ruas construiu carreira como policial civil. Ele já havia dito que o uso de câmeras corporais "não deve servir como caça às bruxas de nossos bravos guerreiros policiais".
Na sabatina do SBT News, foi questionado sobre o tema. Ele afirmou que, se eleito, vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal que obriga o uso de câmeras corporais em determinadas situações. No entanto, ponderou que "essas câmeras não podem ser simplesmente para querer punir os nossos policiais." Segundo o candidato, é necessário haver diálogo para mostrar "que a câmera vai proteger o bom policial".
Relação Cláudio Castro
A primeira eleição disputada por Ruas foi em 2022, quando se elegeu deputado estadual no Rio de Janeiro, com 175.977 votos. Hoje, ele é presidente da Assembleia Legislativa. Entre setembro de 2023 e março de 2026, atuou como secretário estadual das Cidades da gestão do então governador Cláudio Castro (PL), ficando responsável por gerir investimentos em obras junto às prefeituras.
Castro renunciou ao cargo no Palácio da Guanabara em março de 2026 em meio a um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que investigava abuso de poder político e econômico no pleito de 2022. Ruas busca dissociar sua imagem do ex-governador. Ele afirmou que os dois tiveram "apenas uma relação de trabalho".
O candidato foi questionado se crê que Castro tem ou não envolvimento em algum escândalo. "Eu não boto a mão no fogo por ninguém. Cada um que tem que responder pelos seus atos", respondeu. Durante a sabatina, também disse que "cabe à direção executiva do partido" definir se o ex-governador vai ou não ser expulso do PL.
Ruas defende retomada de territórios controlados por facçõesEm sabatina no SBT News, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL diz ser favorável a operações policiais em comunidades Política2026-09-10T18:21:25.692ZO candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL, Douglas Ruas, disse que quer retomar os territórios controlados pelo crime organizado. Ele afirmou que pretende "atacar a origem do problema e não apenas os sintomas". A declaração foi dada nesta quinta-feira (10) durante sabatina no SBT News. Para colocar essa estratégia em prática, Ruas disse que "os policiais vão receber todo mapeamento que já existe no ISP (Instituto de Segurança Pública) das comunidades que estão sob domínio das facções" e que os agentes "serão gratificados" ao provar que aquelas localidades estão livres do crime organizado. O candidato foi questionado sobre a operação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha em outubro do ano passado, que foi a mais letal da história do Brasil, com a morte de 117 suspeitos e cinco policiais. "Essa operação evidencia muito bem e desmonta uma mentira que diz que a polícia entra para matar. A polícia entra para cumprir ordem judicial. Quem escolhe o resultado final é o criminoso. Aqueles que quiseram ser presos foram presos. Os que resolveram enfrentar o estado tiveram o resultado morte", respondeu. Ele afirmou que, caso seja eleito, em seu governo o estado vai entrar nas comunidades e "não mais vai sair". Ele defendeu a criação de um "gabinete permanente" junto com a prefeitura para levar serviços públicos a essas localidades. Câmeras corporais Antes de entrar na política, Ruas construiu carreira como policial civil. Ele já havia dito que o uso de câmeras corporais "não deve servir como caça às bruxas de nossos bravos guerreiros policiais". Na sabatina do SBT News, foi questionado sobre o tema. Ele afirmou que, se eleito, vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal que obriga o uso de câmeras corporais em determinadas situações. No entanto, ponderou que "essas câmeras não podem ser simplesmente para querer punir os nossos policiais." Segundo o candidato, é necessário haver diálogo para mostrar "que a câmera vai proteger o bom policial". Relação Cláudio Castro A primeira eleição disputada por Ruas foi em 2022, quando se elegeu deputado estadual no Rio de Janeiro, com 175.977 votos. Entre setembro de 2023 e março de 2026, atuou como secretário estadual das Cidades da gestão do então governador Cláudio Castro (PL), ficando responsável por gerir investimentos em obras junto às prefeituras. em meio a um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que investigava abuso de poder político e econômico no pleito de 2022. Ruas busca dissociar sua imagem do ex-governador. Ele afirmou que os dois tiveram "apenas uma relação de trabalho". O candidato foi questionado se crê que Castro tem ou não envolvimento em algum escândalo. "Eu não boto a mão no fogo por ninguém. Cada um que tem que responder pelos seus atos", respondeu. Durante a sabatina, também disse que "cabe à direção executiva do partido" definir se o ex-governador vai ou não ser expulso do PL. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ruas-defende-retomada-de-territorios-controlados-por-faccoes
Presidente afirma achar "meio falso" discurso de que comércio e indústria serão prejudicados com fim da cobrança do imposto de 20% sobre compras de até US$ 50