Ranier Bragon
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Coluna do Ranier

Ranier Bragon trabalhou na Folha de S.Paulo por 26 anos, onde foi um dos autores de reportagens que revelaram a evolução patrimonial da família Bolsonaro, o caso Wal do Açaí, as candidaturas laranjas e a fraude das transferências de títulos de eleitores.

Política

Pesquisas indicam Flávio com palanques estaduais mais competitivos que os de Lula

Senador tem aliados liderando em estados que somam cerca de 60% do eleitorado nacional

Imagem da noticia Pesquisas indicam Flávio com palanques estaduais mais competitivos que os de Lula
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT) | Divulgação/Andressa Anholete/Agência Senado e Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
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Pesquisas de intenção de voto para os governos estaduais mostram que, a seis meses das eleições de outubro, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) estão mais bem posicionados do que apoiadores de Lula (PT).

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A vantagem do filho mais velho de Jair Bolsonaro se dá tanto em relação à soma do eleitorado disputado em que apoiadores estão em vantagem como no número de estados.

Levantamento do SBT News mostra que Flávio tem candidatos a governos estaduais que devem apoiá-lo nacionalmente liderando pesquisas em 14 estados da federação, que reúnem 59% do eleitorado nacional.

Pesa na conta, principalmente, o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição em São Paulo e favorito de acordo com as pesquisas. O maior estado do país tem 33,7 milhões de eleitores, o que representa 22% do eleitorado nacional.

Já Lula tem aliados liderando as pesquisas em 8 unidades da federação (29% do eleitorado), com destaque para o Rio de Janeiro --o terceiro maior colégio eleitoral do país--, com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

O mapa das candidaturas mostra que Flávio tem uma robusta supremacia de palanques nos estados do sul e centro-oeste --as únicas exceções aí são Rio Grande do Sul, onde a esquerda divide a liderança com o bolsonarismo, e Goiás, em que o líder nas pesquisas, Daniel Vilela (MDB), irá apoiar Ronaldo Caiado (PSD) nacionalmente.

Goiás é, por ora, o único estado em que o líder nas pesquisas declara apoio a Caiado.

Já Lula encontra seus melhores cenários no Nordeste, em especial Pernambuco e Piauí. Nos importantes estados da Bahia, Ceará e Maranhão, (primeiro, terceiro e quarto maiores colégios eleitorais da região), porém, há problemas.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece atrás nas pesquisas, lideradas por ACM Neto (União Brasil). O estado é um forte reduto do PT e de Lula, que tem dois nomes na lista de favoritos para as vagas ao Senado, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner.

No Ceará o líder nas pesquisas é Ciro Gomes (PSDB), rompido com o PT e em negociação de aliança com Flávio e o PL.

Nesses dois estados, porém, governadores do PT vão tentar a reeleição no comando da máquina pública.

No Maranhão, o estado é governado por outro político que rompeu com os petistas, Carlos Brandão (sem partido). O líder nas pesquisas é o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que tem se declarado neutro na disputa nacional.

O apoio de candidatos a governo ou de governadores a um presidenciável é um importante sustentáculo político, mas não garante necessariamente a vitória naquela região.

Minas Gerais é um exemplo.

Em 2022, o governador Romeu Zema (Novo) se reelegeu com folga no primeiro turno (56% dos votos válidos) e trabalhou ativamente por Jair Bolsonaro na campanha do segundo turno. 

Apesar disso, Lula venceu Bolsonaro no estado, ao final, mesmo que por margem apertadíssima --50,2% a 49,8% dos votos válidos.

Minas é o segundo maior estado do país e, na atual eleição, permanece mantendo uma vantagem ao provável candidato de Lula (Rodrigo Pacheco, do PSB) em relação ao nome cogitado pelo PL, o empresário Flávio Roscoe (PL). 

A direita, porém, está em vantagem. O líder nas pesquisas é o senador Cleitinho (Republicanos). O atual governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), dará apoio nacional a Zema.

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