Pesquisas indicam Flávio com palanques estaduais mais competitivos que os de Lula
Senador tem aliados liderando em estados que somam cerca de 60% do eleitorado nacional


Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT) | Divulgação/Andressa Anholete/Agência Senado e Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
Pesquisas de intenção de voto para os governos estaduais mostram que, a seis meses das eleições de outubro, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) estão mais bem posicionados do que apoiadores de Lula (PT).
A vantagem do filho mais velho de Jair Bolsonaro se dá tanto em relação à soma do eleitorado disputado em que apoiadores estão em vantagem como no número de estados.
Levantamento do SBT News mostra que Flávio tem candidatos a governos estaduais que devem apoiá-lo nacionalmente liderando pesquisas em 14 estados da federação, que reúnem 59% do eleitorado nacional.
Pesa na conta, principalmente, o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição em São Paulo e favorito de acordo com as pesquisas. O maior estado do país tem 33,7 milhões de eleitores, o que representa 22% do eleitorado nacional.
Já Lula tem aliados liderando as pesquisas em 8 unidades da federação (29% do eleitorado), com destaque para o Rio de Janeiro --o terceiro maior colégio eleitoral do país--, com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
O mapa das candidaturas mostra que Flávio tem uma robusta supremacia de palanques nos estados do sul e centro-oeste --as únicas exceções aí são Rio Grande do Sul, onde a esquerda divide a liderança com o bolsonarismo, e Goiás, em que o líder nas pesquisas, Daniel Vilela (MDB), irá apoiar Ronaldo Caiado (PSD) nacionalmente.
Goiás é, por ora, o único estado em que o líder nas pesquisas declara apoio a Caiado.
Já Lula encontra seus melhores cenários no Nordeste, em especial Pernambuco e Piauí. Nos importantes estados da Bahia, Ceará e Maranhão, (primeiro, terceiro e quarto maiores colégios eleitorais da região), porém, há problemas.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece atrás nas pesquisas, lideradas por ACM Neto (União Brasil). O estado é um forte reduto do PT e de Lula, que tem dois nomes na lista de favoritos para as vagas ao Senado, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner.
No Ceará o líder nas pesquisas é Ciro Gomes (PSDB), rompido com o PT e em negociação de aliança com Flávio e o PL.
Nesses dois estados, porém, governadores do PT vão tentar a reeleição no comando da máquina pública.
No Maranhão, o estado é governado por outro político que rompeu com os petistas, Carlos Brandão (sem partido). O líder nas pesquisas é o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que tem se declarado neutro na disputa nacional.
O apoio de candidatos a governo ou de governadores a um presidenciável é um importante sustentáculo político, mas não garante necessariamente a vitória naquela região.
Minas Gerais é um exemplo.
Em 2022, o governador Romeu Zema (Novo) se reelegeu com folga no primeiro turno (56% dos votos válidos) e trabalhou ativamente por Jair Bolsonaro na campanha do segundo turno.
Apesar disso, Lula venceu Bolsonaro no estado, ao final, mesmo que por margem apertadíssima --50,2% a 49,8% dos votos válidos.
Minas é o segundo maior estado do país e, na atual eleição, permanece mantendo uma vantagem ao provável candidato de Lula (Rodrigo Pacheco, do PSB) em relação ao nome cogitado pelo PL, o empresário Flávio Roscoe (PL).
A direita, porém, está em vantagem. O líder nas pesquisas é o senador Cleitinho (Republicanos). O atual governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), dará apoio nacional a Zema.

























