Bill Gates deve depor no Congresso dos EUA em investigação sobre Epstein
Empresário estaria 'ansioso para responder a todas as perguntas' do Comitê de Supervisão da Casa e 'apoiar seu importante trabalho', segundo um porta-voz

Sofia Pilagallo
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, deve depor no Congresso dos Estados Unidos sobre suas interações com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, confirmaram parlamentares. Ele é a mais recente figura de destaque a concordar em depor perante o Comitê de Supervisão da casa legislativa, que está à frente da investigação.
A audiência está marcada para 10 de junho. À "BBC" internacional, um porta-voz de Gates afirmou que ele "estava ansioso para responder a todas as perguntas da comissão e apoiar seu importante trabalho". Não há indícios de que o empresário tenha participado de qualquer atividade criminosa.
Detalhes sobre as interações de Gates e Epstein e da relação entre os dois foram incluídos em mais de três milhões de documentos divulgados no início deste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA. Ele não foi acusado de má conduta por nenhuma das centenas de vítimas do criminoso.
No início deste ano, Gates falou publicamente sobre seus laços com Epstein em entrevista à "9News" na Austrália. Ele afirmou que suas interações se limitavam a jantares e que ele não visitou a chamada "Ilha de Epstein", no Caribe, que funcionou como base para uma rede de tráfico sexual e abuso de menores liderada pelo financista entre 1998 e 2019.
Na mesma época, jornais dos EUA noticiaram que Gates admitiu, em uma reunião pública, ter tido dois casos extraconjugais com mulheres russas, descobertos por Epstein posteriormente. Apesar da conduta imoral, ele garantiu não ter feito ou visto "nada de ilícito" e afirmou ter se arrependido de "cada minuto" que passou ao lado do criminoso.
A convocação de Gates por parte do Comitê ocorre em meio a outros depoimentos de figuras importantes. O ex-presidente Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, compareceram perante a comissão em fevereiro, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e a ex-procuradora-geral Pam Bondi devem prestar depoimento nas próximas semanas.







