Trump liga ataque à Casa Branca a obra barrada na Justiça
Presidente dos EUA diz que projeto de US$ 400 milhões é vital para segurança após tiros disparados em Washington; atirador foi morto pelo Serviço Secreto


Fachada da Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Kylie Cooper/Reuters - 24.10.2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o recente ataque armado próximo à Casa Branca reforça a necessidade da construção do novo complexo de segurança da Ala Leste, obra atualmente suspensa por decisão judicial.
Na rede Truth Social, ele publicou documentos enviados à Justiça dos EUA em que o Departamento de Justiça defende a retomada imediata do projeto, avaliado em cerca de US$ 400 milhões.
"Esse segundo ataque ao presidente neste mês ressalta a necessidade crítica de segurança de altíssimo nível na Casa Branca", afirma o governo.
O posicionamento ocorre após um homem armado abrir fogo nas proximidades da residência oficial presidencial, em Washington, no sábado (24). Segundo o Serviço Secreto, o suspeito, identificado como Nasire Best, de 21 anos, sacou uma arma em um posto de controle próximo à Rua 17 com a Avenida Pensilvânia e atirou contra agentes federais, que revidaram. O jovem morreu no local. Um pedestre ficou ferido.
Durante o ataque, Trump participava de uma reunião com o vice-presidente J.D. Vance e integrantes do Conselho de Segurança Nacional.
No documento protocolado no Tribunal Distrital de Columbia, representantes do Departamento de Justiça argumentaram que a nova Ala Leste da Casa Branca é "vital para a Segurança Nacional" e funcionará como um "porto seguro" contra atentados.
O projeto prevê estruturas reforçadas com aço blindado, vidros balísticos, proteção contra explosões, sistemas militares de ventilação e até áreas para drones e atiradores de elite no telhado do futuro salão de festas presidencial.
Segundo o texto apresentado ao tribunal, o complexo também contará com abrigos antibomba, instalações médicas avançadas e áreas consideradas ultrassecretas pelo governo americano.
A obra está paralisada desde decisão do juiz federal Richard Leon, que entendeu que Trump não poderia autorizar sozinho a reforma sem aprovação do Congresso. O magistrado afirmou que o presidente é apenas "administrador" da Casa Branca e não proprietário do imóvel histórico.
A ação foi movida pela organização National Trust for Historic Preservation, dedicada à preservação de patrimônios históricos nos Estados Unidos. A entidade questionou a legalidade da demolição da atual Ala Leste e das alterações arquitetônicas no complexo presidencial.















