Correspondente do SBT descreve ataque perto da Casa Branca
Patrícia Vasconcellos estava na sede do governo dos EUA quando suspeito disparou contra agentes do Serviço Secreto e foi morto; um pedestre ficou ferido

A correspondente do SBT em Washington, Patrícia Vasconcellos, relatou momentos de tensão durante um tiroteio nas proximidades da Casa Branca, na noite deste sábado (23). Ela era a única jornalista brasileira presente na sede do governo dos Estados Unidos quando ouviu os disparos, enquanto estava na sala reservada à imprensa.
“Ouvi vários disparos e corri para a área externa para entender o que estava acontecendo”, relatou ao vivo no SBT Brasil.
De acordo com o FBI, que foi mobilizado para auxiliar na ocorreência, houve troca de tiros entre um homem suspeito e agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos na esquina da rua que dá acesso à Casa Branca.
O atirador foi atingido e morreu no hospital. Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram a identidade dele nem detalhes sobre a possível motivação do ataque.
Um pedestre também se feriu durante o confronto, mas não há informações do estado de saúde da vítima. Nenhum agente do Serviço Secreto ficou ferido.
Correria e lockdown
No momento dos disparos, houve correria e pânico. Jornalistas que estavam na área externa da Casa Branca tiveram que correr para a sala reservada à imprensa, seguindo as orientações dos agentes armados.
O presidente Donald Trump estava na residência oficial - que fica próxima à área de imprensa - na hora do incidente. Toda a sede do governo foi isolada, e jornalistas ficaram impedidos de deixar o local por cerca de 40 minutos.
Durante o tiroteio, ocorria uma reunião entre Trump, o vice-presidente J.D. Vance e autoridades do Conselho de Segurança Nacional. Eles faziam uma videoconferência com líderes arábes. Nenhuma autoridade se feriu.
O FBI abriu uma investigação para tenta esclarecer se o suspeito agiu sozinho e quais eram suas intenções.
Após o fim do lockdown, o funcionamento da Casa Branca foi retomado normalmente. As autoridades devem divulgar novas informações sobre o caso nas próximas horas.
Atentados são "tradição" nos EUA
O atentado deste sábado (23) é o segundo incidente armado nos arredores da Casa Branca em pouco mais de um mês. Em 25 de abril, um homem armado invadiu o Hotel Hilton, em Washington D.C., onde Trump participava de um jantar com autoridades do alto escalão do governo e correspondentes da Casa Branca.
Em julho de 2024, o presidente Donald Trump também foi alvo de um atentado, na Pensilvânia. Ele foi atingido de raspão por um tiro na orelha. O atirador foi preso.
Em entrevista ao News Sábado, o professor de geopolítica da UFPel, Charles Pennaforte, avaliou que casos de atentados e tentativas de assassinato de autoridades e polítcos se repetem ao longo da história dos Estados Unidos.
O epsecilista acredita que outros eventos dessa natureza possam acontecer novamente, diante
"Faz parte da tradição dos Estados Unidos essa ideia de atentado, assassinatos a presidentes, magnicídios. Então, eu acredito que o caso seja realmente algo direcionado ao presidente [Donald Trump], e que seja mais um fato oriundo de sua atuação durante o seu mandato", afirmou o especialista.
Veja a entrevista com o professor Charles Pennaforte:














