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Irã e EUA reduzem expectativa por fim da guerra

Negociações seguem com impasses sobre sanções, programa nuclear iraniano e reabertura do Estreito de Ormuz

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Reuters
25/05/2026, 12:10 • Atualizado em 25/05/2026, 12:10
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Washington e Teerã mantêm negociações, mas afastam acordo imediato | Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Washington e Teerã mantêm negociações, mas afastam acordo imediato | Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Irã e Estados Unidos reduziram as expectativas de um avanço imediato nas negociações para encerrar a guerra de três meses. Nesta segunda-feira (25), o principal diplomata norte-americano afirmou que Washington pretende alcançar um acordo satisfatório com Teerã ou lidar com o país “de outra forma”.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou a repórteres em Nova Délhi que o país daria à diplomacia todas as chances de sucesso antes de explorar "alternativas", depois que o presidente Donald Trump disse no domingo (24) que havia dito a seus representantes para não se apressarem em qualquer acordo com o Irã.

Há algo "bastante sólido sobre a mesa em termos de capacidade de abrir o estreito de Ormuz, entrar em uma negociação muito real, significativa e limitada no tempo sobre a questão nuclear, e esperamos que possamos realizá-la", declarou Rubio.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse em um briefing semanal na segunda-feira que uma conclusão foi alcançada em muitos tópicos, mas isso não significa que "estamos perto de assinar um acordo".

O possível memorando de entendimento contém 14 pontos e está focado no fim da guerra e do bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, em troca da adoção de medidas pelo Irã para garantir o trânsito seguro pela hidrovia estratégica, segundo ele.

No momento, as conversações não tratam da questão nuclear, que será negociada em um período de 60 dias se o acordo-quadro for aprovado, disse Baghaei.

Trump tem afirmado que seu principal objetivo na guerra é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear com seu urânio altamente enriquecido. Teerã sempre negou que tenha planos de fazer isso.

Um dia antes, Trump escreveu no Truth Social que o bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz "permanecerá em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado".

Pontos de atrito

Trump aumentou as expectativas de um acordo iminente no sábado (23), quando disse que Washington e Teerã haviam "negociado amplamente" um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabriria o estreito.

Baghaei afirmou que o possível acordo não continha detalhes específicos sobre a administração do estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás liquefeito do mundo.

O Irã não cobrará pedágio dos navios que passarem pelo estreito, disse Baghaei. No entanto, ele acrescentou que haverá um custo para os serviços que serão oferecidos, como navegação e medidas para proteger o meio ambiente, de acordo com um protocolo a ser acordado com Omã, que compartilha a margem oposta da hidrovia.

O estreito está praticamente fechado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com apenas um pequeno número de embarcações passando por ele, em comparação com cerca de 125 a 140 por dia antes do conflito.

Seu fechamento causou um aumento nos preços do petróleo e desencadeou uma crise de energia, que elevou os custos de combustível, fertilizantes e alimentos.

Os preços do petróleo caíam 5%, atingindo as mínimas de duas semanas na segunda-feira, à medida que crescia o otimismo de que os EUA e o Irã estavam se aproximando de um acordo de paz.

Os dois lados continuam em desacordo sobre várias questões difíceis, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano com a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento das sanções e a liberação de dezenas de bilhões de dólares de receitas do petróleo iraniano congeladas em bancos estrangeiros.

Fontes iranianas disseram à Reuters que, em etapas futuras, "fórmulas viáveis" poderiam ser encontradas para resolver a disputa sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, incluindo a diluição do material sob a supervisão do órgão de vigilância nuclear da ONU.

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