Iranianos formam correntes humanas em pontes e usinas após ameaças de Trump
Ações ocorreram em várias cidades do Irã diante da intensificação de ataques dos EUA e prazo estabelecido pelo presidente norte-americano


Reuters
Diversos grupos de iranianos formaram correntes humanas em pontes e ao redor de usinas de energia, em várias cidades do Irã, nesta terça-feira (7), enquanto os ataques dos Estados Unidos ao país se intensificavam e se aproximava o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para desencadear o que chamou de “inferno”.
O Irã afirmou na segunda-feira que deseja um fim duradouro para a guerra com os Estados Unidos e Israel, e rejeitou pressões para reabrir o Estreito de Hormuz.
Em resposta a uma proposta dos EUA, mediada pelo Paquistão, Teerã recusou um cessar-fogo e declarou que é necessário um fim permanente do conflito, informou a agência oficial IRNA.
Em entrevista coletiva, Trump afirmou que o Irã poderia ser “eliminado” em uma única noite e que “essa noite pode ser amanhã à noite”, referindo-se à terça-feira. Ele prometeu destruir usinas de energia e pontes iranianas, minimizando preocupações de que tais ações poderiam configurar crime de guerra ou afastar a população do país, estimada em 93 milhões de pessoas.
Sem um acordo com Teerã, Trump declarou que “todas as pontes do Irã serão dizimadas” até a meia-noite no horário da costa leste dos EUA (04h GMT de quarta-feira) e que “todas as usinas de energia do Irã deixarão de funcionar, queimando, explodindo e nunca mais sendo utilizadas”.







