Vieira diz que CPI do Crime Organizado não será prorrogada após decisão de Alcolumbre
Segundo o relator, presidente do Senado citou ano eleitoral para barrar medida; relatório final será apresentado na próxima terça (14)


Soane Guerreiro
Marcia Lorenzatto
Jessica Cardoso
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira (7) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não prorrogar a CPI do Crime Organizado, o que deve levar ao encerramento dos trabalhos na próxima terça (14).
Segundo o relator, o pedido de extensão foi apresentado dentro das regras constitucionais e regimentais, mas não avançou por decisão da presidência da Casa.
“Ele [Alcolumbre] justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Entendo que o presidente Davi Alcolumbre presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar”, afirmou Vieira a jornalistas.
O senador também afirmou que a comissão não acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a situação, já que o entendimento recente da Corte atribui ao presidente do Senado a avaliação sobre a prorrogação de CPIs.
Apesar disso, ele apontou divergência em relação às normas internas da Casa e à própria Constituição.
“E é preciso compreender que essa comissão parlamentar fez o que nenhuma outra conseguiu fazer antes, que é materializar o envolvimento de determinados ministros com figuras que estão sob investigação. Isso gera uma óbvia atenção e gera reações que vocês todos estão acompanhando”, acrescentou o senador.
A CPI do Crime Organizado apresentará o relatório final na próxima terça-feira (14). No mesmo dia, está prevista a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Já nessa quarta-feira (8), o colegiado deve ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.







